Ex-deputado Matt Gaetz revela programa de hibridização alienígena em depoimento polêmico

Ex-deputado Matt Gaetz revela programa de hibridização alienígena em depoimento polêmico
Ex-parlamentar Matt Gaetz (à direita) participou do podcast de direita The Benny Show onde fez afirmações bombásticas sobre programas de híbridos entre humanos e aliens (Reprodução X.com)

Durante sua participação no podcast The Benny Show na última quarta-feira, 25 de março de 2026, o ex-congressista Matt Gaetz trouxe a público alegações perturbadoras sobre um suposto programa secreto do Exército dos Estados Unidos envolvendo hibridização entre humanos e entidades biológicas não humanas (EBNHs). Em um cenário onde a desinformação frequentemente se mistura a notícias sensacionalistas criando narrativas assustadoras, as declarações de Gaetz emergem como mais um ponto de polêmica tanto na política quanto na pesquisa ufológica séria.

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O relato detalha um encontro ocorrido em seu escritório em Crestview, na Flórida, onde um oficial uniformizado do Exército, não identificado, teria revelado a existência de instalações dedicadas à criação de uma nova linhagem híbrida. Segundo Gaetz, o objetivo primordial desse experimento genético seria facilitar a comunicação intergaláctica, utilizando “biológicos não humanos” recuperados de quedas de naves monitoradas pela CIA.

A natureza dessas afirmações, vinda de um ex-membro do Congresso com acesso a briefings de segurança, adiciona uma camada de complexidade ao já tenso debate sobre a transparência UAP (Fenômenos Anômalos Não Identificados). Embora o tema pareça saído de obras de ficção científica, Gaetz insiste que as informações foram passadas de forma oficial por um oficial de alto escalão do Exército, na presença de sua equipe técnica.

Tais revelações ocorrem em um momento de pressão legislativa sem precedentes, conforme já noticiaram fontes sobre as movimentações de figuras da política como os parlamentares Tim Burchett e Eric Burlison mencionando programas governamentais que operam fora da supervisão presidencial. Entretanto, a credibilidade de Gaetz é o ponto central das críticas, dado seu histórico pessoal e político, o que levanta questões sobre a eficácia de sua voz na luta pela desclassificação de arquivos.

 

O polêmico relato do oficial do exército

De acordo com Matt Gaetz, o encontro que deu origem a essas revelações não ocorreu em uma instalação segura (SCIF), mas em um ambiente de escritório convencional na Flórida. O informante foi descrito como um militar da ativa, um suboficial sênior do Exército dos Estados Unidos, que se apresentou devidamente uniformizado para prestar o depoimento. A presença de membros da equipe de Gaetz durante o briefing sugere uma tentativa de formalizar o recebimento da informação, ainda que fora dos canais habituais de inteligência.

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O ex-parlamentar enfatizou que o conteúdo discutido não era, naquele momento, classificado como sigiloso, o que o motivou a compartilhar os detalhes com o público. Ele argumenta que informações sobre biológicos não humanos e programas de reprodução deveriam estar no domínio público, dada a sua relevância para a compreensão da presença não humana na Terra. Essa postura alinha-se a um movimento crescente no Congresso para forçar a abertura de arquivos históricos e contemporâneos sobre o tema.

A descrição do oficial foi enfática ao apontar que o Exército operava localizações específicas para esses fins, embora nomes e coordenadas exatas não tenham sido divulgados abertamente no relato subsequente de Gaetz. Críticos e internautas questionaram por que um oficial de alto escalão escolheria um ambiente não classificado para revelar segredos de tal magnitude e, mais ainda, por que um parlamentar daria crédito divulgando o relato sem apresentar qualquer credencial do suposto informante, sugerindo que a narrativa poderia ser uma estratégia de desinformação ou uma tentativa de Gaetz de permanecer relevante.

“Tive alguém que veio me informar, que estava de uniforme militar, trabalhava para o Exército dos Estados Unidos, que estava me informando sobre as localizações de programas de reprodução híbrida onde alienígenas capturados estavam se reproduzindo com humanos para criar alguma raça híbrida que pudesse se envolver em comunicação intergaláctica”, afirmou Matt Gaetz em declaração publicada em redes sociais e repercutida no fórum Reddit.

Estratégias de reprodução e comunicação intergaláctica

Os detalhes do suposto programa revelados por Gaetz são sombrios e envolveriam o que ele chamou de “programas de reprodução forçada” entre seres de outros mundos e seres humanos. Segundo o suposto denunciante militar, as vítimas humanas desses experimentos seriam indivíduos abduzidos de zonas de conflito e até mesmo de caravanas de migrantes, grupos cujos desaparecimentos seriam menos notados ou investigados pelas autoridades convencionais. A finalidade dessa engenharia genética seria a criação de uma ponte biológica para a comunicação com civilizações externas.

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DNA e alienígena (ilustração por IA)
(ilustração por IA)

O plano do denunciante envolvia uma ação coordenada do Congresso para expor essas atividades de forma definitiva e irrefutável. O oficial teria sugerido que um grupo de parlamentares aparecesse simultaneamente em todos os locais identificados — estimados entre seis e doze instalações ao redor do país — para impedir que as evidências e os envolvidos fossem transferidos antes da fiscalização. Gaetz, no entanto, admitiu que tal operação era logisticamente impossível de ser realizada pelos membros do Congresso na época.

Além da questão da hibridização, Gaetz conectou suas informações aos depoimentos anteriores de David Grusch perante o Comitê de Supervisão da Câmara. Ele relembrou as afirmações do denunciante — até hoje não comprovadas — de que biológicos de origem não humana foram recuperados em locais de queda de aeronaves anômalas, um fato que, segundo ele, é corroborado por programas secretos de recuperação gerenciados pela CIA. A incapacidade de identificar fontes humanas para esses tecidos biológicos reforçaria a tese de uma presença externa operando sob sigilo.

Embora Gaetz admita que não pôde verificar pessoalmente as informações do informante, ele sustenta que a “seriedade do oficial uniformizado” e a especificidade dos locais mencionados merecem atenção. Para muitos pesquisadores da área, a menção ao uso de migrantes e pessoas em zonas de guerra como cobaias é um dos aspectos mais alarmantes do relato, remetendo a teorias de conspiração clássicas sobre abduções militares (MILABs) e a exploração de populações vulneráveis.

Repercussão e ceticismo na comunidade ufológica

A reação às declarações de Gaetz foi imediata e majoritariamente marcada pelo ceticismo, tanto pela natureza fantástica do relato quanto pela reputação do próprio ex-congressista. Nos fóruns do Reddit, usuários classificaram Gaetz como “a pessoa menos confiável” para liderar um esforço de divulgação ufológica, citando suas controvérsias éticas e investigações passadas como fatores que deslegitimam o tema. Existe um medo latente de que o envolvimento de figuras políticas polarizadoras possa ser uma manobra estratégica para ridicularizar a ufologia séria.

Usuários da rede social X também expressaram dúvidas sobre a veracidade do briefing, apontando a falta de nomes de oficiais ou localizações específicas no discurso público de Gaetz. “Tudo é bobagem até que nomes e lugares sejam divulgados”, comentou um internauta, refletindo a demanda da comunidade por evidências materiais em vez de apenas relatos verbais. A ausência de uma gravação oficial ou de documentos que comprovem o encontro em Crestview alimenta a teoria de que o relato pode ser fabricado para fins políticos.

Por outro lado, uma parcela dos entusiastas da transparência defende que o foco deve ser a informação, e não o mensageiro. Membros da comunidade argumentam que cada membro do Congresso deve revelar o que sabe em briefings classificados, independentemente de suas inclinações partidárias, pois a questão da segurança nacional e do direito à verdade transcende a política.

O contexto atual da ufologia nos Estados Unidos permanece volátil, com grandes expectativas depois da ordem executiva do presidente Donald Trump para a liberação de arquivos sobre UAPs. Se as alegações de Gaetz sobre híbridos são uma peça genuína desse quebra-cabeça ou apenas (mais) um ruído sensacionalista, apenas a investigação rigorosa e a abertura total dos dados poderão determinar. Enquanto isso, o debate sobre a ética e a veracidade das fontes continua a dividir pesquisadores e o público em geral.

Jeferson Martinho

Jornalista, o autor é empresário de comunicação, dono de agência de marketing digital e assessoria de imprensa, publisher de um portal de notícias regionais na Grande São Paulo, fundador e editor do Portal Vigília. Apaixonado por Ufologia de um ponto de vista científico, é autor do livro "Nem Todo OVNI é Extraterrestre - Um guia para entusiastas da ufologia que não querem ser iludidos", disponível na Amazon.

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