Casa Branca investiga desaparecimento de cientistas citados por teoria da conspiração UFO

O governo dos Estados Unidos confirmou que está monitorando de perto os relatos sobre o sumiço e a morte de cientistas e profissionais ligados a setores estratégicos, elevando o tema ao Salão Oval. Recentemente, a secretária de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou que a administração de Donald Trump “olharia para os casos”, o que serviu de combustível para uma narrativa de que uma “limpeza” estaria em curso para ocultar tecnologias não humanas.
Contudo, o que as redes sociais tratam como um expurgo coordenado é classificado por especialistas em dados como pura paranoia estatística. O investigador Mick West foi categórico ao afirmar em suas redes que essa teoria “é estúpida”, destacando que o grupo de dez pessoas citado representa um número de incidentes muito menor do que o esperado para essa demografia.
This is stupid. The 10 people represent vastly fewer deaths and missing people than you’d expect from the population represented by those 10 people, whichever way you slice it.
Doocy’s framing is “access to classified nuclear or aerospace material.” The relevant population is… https://t.co/YfLnrKgRXq
— Mick West (@MickWest) April 15, 2026
Para desconstruir o pânico, West utilizou a matemática da força de trabalho credenciada dos EUA, que inclui laboratórios como Los Alamos e Sandia, além de empreiteiras de defesa, totalizando uma população conservadora de pelo menos 500 mil pessoas. Segundo o analista, em um grupo desse tamanho e com média de idade de 59 anos, seriam esperadas cerca de 8.000 mortes por causas naturais em dois anos. “Encontrar 10 não é anômalo — é uma fração quase invisível da mortalidade esperada”, defendeu West, reforçando que a lista é um caso clássico de “cherry-picking” (escolha seletiva de dados) para criar um padrão onde existe apenas ruído.
Enquanto parlamentares como Tim Burchett alimentam o fogo dizendo que “os números parecem muito altos” e que “não deveríamos confiar no nosso governo”, a análise individual dos casos revela tragédias comuns. O astrofísico Carl Grillmair foi vítima de um roubo de carro com confissão do criminoso, e o físico Nuno Loureiro morreu em um tiroteio aleatório. Até o desaparecimento do Major-General William Neil McCasland, o “fechamento de ciclo” da teoria, é tratado pela polícia sob a luz de um histórico de “névoa mental” e declínio cognitivo natural, já que ele estava aposentado e sem credenciais ativas há 13 anos.
A discussão em torno das postagens de West reflete a divisão do público. Enquanto alguns usuários o criticam, afirmando que ele está “sempre tentando desmascarar, não importa o quê”, outros apontam que as circunstâncias, como o fato de vítimas deixarem celulares e óculos para trás, seriam alarmantes.
West rebateu as críticas de que estaria diluindo os dados com funcionários comuns, esclarecendo que, dos nomes citados, “apenas Loureiro tem autorização TS (Top Secret) e conhecimento em física nuclear ou de plasma”, o que destrói a ideia de um padrão contra uma elite científica específica. No fim, a investigação oficial foca em evidências físicas e médicas, enquanto a internet prefere sustentar uma “trama de espionagem inexistente” construída sobre o sofrimento de famílias reais.







