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Alemanha diz não ter protocolos para investigar UAPs e possíveis sinais extraterrestres

Em resposta a requerimento parlamentar, governo alemão declara não possuir informações sistematizadas sobre UAPs e informa que não planeja criar novos procedimentos para investigar esses fenômenos.

Extrema direita da Alemanha cobra governo sobre UAPs, documentos secretos e possíveis sinais extraterrestres (gerada por IA)

Extrema direita da Alemanha cobra governo sobre UAPs, documentos secretos e possíveis sinais extraterrestres (gerada por IA)

Em resposta a requerimento parlamentar, governo alemão declara não possuir informações sistematizadas sobre UAPs e informa que não planeja criar novos procedimentos para investigar esses fenômenos.

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O governo alemão respondeu oficialmente aos questionamentos apresentados pela bancada da Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema direita, sobre registros de fenômenos anômalos não identificados (UAPs), documentos classificados e possíveis protocolos para lidar com sinais de origem extraterrestre.

A resposta, publicada no documento parlamentar 21/8662, de 16 de outubro de 2026, esclarece que o país não possui estruturas administrativas específicas para investigar UAPs, tampouco procedimentos próprios para registrar e analisar relatos dessa natureza.

O requerimento original, apresentado em 2 de outubro e noticiado anteriormente pelo Portal Vigília, continha 11 perguntas sobre as responsabilidades das autoridades alemãs, registros de ocorrências, cooperação internacional e a eventual existência de arquivos sigilosos relacionados ao fenômeno.

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Governo não dispõe de informações específicas

Entre as respostas, o governo declara não possuir conhecimentos sobre UAPs, nem estatísticas de ocorrências registradas nos últimos dez anos. Também informa que não existem grupos de trabalho interministeriais dedicados ao assunto e que, atualmente, não estão previstas mudanças nos procedimentos adotados.

Questionado sobre documentos classificados, o governo não apresentou um inventário específico, limitando-se a responder conjuntamente a essa questão e à identificação dos órgãos responsáveis pela vigilância aérea e espacial. A declaração de desconhecimento sobre UAPs, portanto, não esclarece necessariamente se registros de objetos inicialmente não identificados podem existir sob outras classificações administrativas.

O documento confirma, entretanto, que a Alemanha mantém sistemas de vigilância aérea e espacial, utilizando sensores próprios e informações compartilhadas por parceiros internacionais. Esses dados são analisados para identificar aeronaves e objetos em órbita, mas não existe uma estrutura especificamente dedicada à investigação de UAPs.

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Um dos questionamentos mais curiosos tratava da existência de procedimentos governamentais para lidar com a eventual detecção de objetos ou sinais provenientes de fora da Terra, potencialmente de origem não humana.

A resposta foi direta: não existem responsabilidades institucionais nem regras de procedimento específicas para essa hipótese.

Isso não significa que a Alemanha careça de protocolos gerais de defesa ou segurança aeroespacial, mas que não possui mecanismos formalmente estabelecidos para a situação descrita pelos parlamentares.

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As respostas repercutiram na comunidade de Ufologia do Reddit, onde alguns participantes interpretaram a ausência de estruturas específicas como sinal de negligência institucional.

O documento, contudo, não apresenta evidências de ocultação deliberada de informações. Revela, principalmente, que a Alemanha não trata os UAPs como uma categoria própria de investigação governamental, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, onde existe um órgão dedicado ao assunto, o Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios (AARO).

A resposta encerra, por ora, o requerimento parlamentar sem anunciar novas medidas. Também deixa em aberto até que ponto ocorrências aéreas não identificadas são registradas e analisadas pelos mecanismos convencionais de vigilância do país.

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Redação Vigília

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