Nick Pope, o “Fox Mulder da vida real”, morre aos 60 anos

O pesquisador e ex-funcionário do Ministério da Defesa (MoD) do Reino Unido, Nick Pope, faleceu na última segunda-feira, 6 de abril de 2026, em sua residência em Tucson, Arizona. Pope, que tinha 60 anos, lutava contra um câncer de esôfago em estágio 4 com metástase no fígado, diagnóstico que ele mesmo havia tornado público em fevereiro deste ano. A confirmação de sua morte foi feita por sua esposa, Elizabeth Weiss.
Pope tornou-se uma das figuras mais reconhecidas da Ufologia mundial após uma carreira de 21 anos no serviço público britânico. Entre 1991 e 1994, ele chefiou o chamado “UFO Desk” (Secretária de OVNIs) do MoD, onde seria o responsável por investigar relatos de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs) para determinar se representavam uma ameaça à segurança nacional. Sua participação em casos emblemáticos, como o Incidente da Floresta de Rendlesham, consolidou sua imagem como o principal especialista do governo no assunto.
Apesar de sua vasta fama midiática e de ter se tornado um comentarista fixo em programas como Alienígenas do Passado, a natureza real de seu trabalho é frequentemente alvo de discussões. Ao longo do tempo, sua imagem acabou indissociavelmente ligada à própria estrutura de investigação de OVNIs do MoD, mas registros e relatos sugerem que sua atuação era majoritariamente burocrática e solitária.
Embora Pope afirmasse ter tido acesso a segredos, fontes indicam que ele trabalhava apenas com o auxílio de uma secretária e que a esmagadora maioria dos casos (cerca de 95%) era descartada como identificações errôneas de fenômenos convencionais. Aparentemente, ele nunca teve acesso a segredos governamentais de alto nível ou revelou envolvimento em investigações oficiais de campo de caráter secreto, mantendo sua atuação limitada à análise de relatórios civis e militares que chegavam à sua mesa.
Em sua mensagem de despedida, Pope expressou gratidão por sua trajetória, afirmando ter buscado tratar o tema sob a ótica da defesa e segurança de voo, esperando ter contribuído para a seriedade do debate científico sobre o desconhecido.







