Cineasta James Fox convoca coletiva sobre Caso Varginha após polêmica de documentário da Globo

Em um momento tensão e polarização na comunidade ufológica, o investigador e cineasta James Fox realizará uma coletiva de imprensa histórica no National Press Club, em Washington, DC, no dia 20 de janeiro de 2026 sobre o Caso Varginha.
O evento ocorre menos de duas semanas após a exibição de um documentário da TV Globo que abalou as estruturas da história do ET de Varginha ao sugerir que relatos militares fundamentais teriam sido fabricados sob influência financeira e psicológica. A coletiva terá início às 11h, horário de Washington (13h, no horário de Brasília).
Enquanto uma parte dos investigadores brasileiros foca na desconstrução do “mito” criado nos anos 90, James Fox aposta no que chama de “novas revelações sobre encontros alienígenas”. O objetivo da coletiva é apresentar testemunhas brasileiras de primeira mão e informantes americanos sobre a recuperação de seres biológicos não humanos. Fox afirma categoricamente que o Caso Varginha é o mais convincente da história moderna e que os destroços e seres capturados teriam sido levados do Brasil pela Força Aérea dos Estados Unidos.
A coletiva em Washington busca trazer um peso técnico e científico para o debate, apresentando testemunhas que procuram contradizer a tese de “fraude” sugerida pelo documentário global. Entre eles o Dr. Ítalo Venturelli, conceituado neurocirurgião que deverá revelar detalhes de seu contato direto com um ser inteligente e vivo no Hospital Regional de Varginha, em 1996.

Venturelli já apresentou versões diferentes de sua experiência e, no recém lançado documentário “Moment of Contact: New Revelations of Alien Encounters“, de Fox, alegou ter visto pessoalmente uma das criaturas. Ele defende que a experiência “muda o conceito de humanidade”. Outro testemunho será o do Dr. Armando Fortunato, ex-secretário de Saúde de Varginha, médico legista e perito criminal, que apresentará o relatório completo da autópsia do policial militar que morreu supostamente após ser arranhado por uma das criaturas.
A ofensiva internacional surge como uma resposta direta ao abalo provocado pelo documentário “Mistério de Varginha”, exibido em em três episódio de 6 a 8 de janeiro de 2026 pela TV Globo. Na produção, áudios inéditos revelaram militares admitindo que seus relatos de captura eram roteiros ficcionais criados sob persuasão e promessas de recompensas financeiras na ordem de R$ 5.000,00.
A busca por transparência e expectativas
Além dos médicos, a comitiva brasileira em Washington deverá contar também com o Senador Eduardo Girão, conhecido defensor da transparência sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs) no Congresso Nacional. O grupo exigirá “imunidade” para denunciantes — embora não se saiba ao certo ainda a que, ou em que contexto, se aplicaria essa imunidade aos brasileiros — e maior cooperação entre os países na partilha de informações sobre quedas de objetos não identificados.
Além dos testemunhos brasileiros, há rumores de que serão divulgadas informações de fontes militares norte-americanas que, de alguma forma, teriam acompanhado o processo de transferência de ao menos uma das supostas criaturas. Além disso, vários perfis de redes sociais começaram a especular que, durante o evento, o cineasta poderia finalmente revelar uma suposta gravação em vídeo de um dos seres capturados.
O cenário atual coloca o Caso Varginha em uma encruzilhada: de um lado, a desintegração das provas militares apresentada pela mídia brasileira; do outro, uma mobilização internacional em Washington que pretende provar, de uma vez por todas, que “não estamos sozinhos”.







