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Cético Michael Shermer cobra cientista Davis sobre UAPs após Trump liberar NDAs

Michael Shermer pressiona o cientista Eric Davis publicamente após Donald Trump ordenar a anulação de NDAs sobre UAPs, abrindo caminho para revelações históricas sobre tecnologia não humana.

Autor de declaracoes polemicas sobre a suposta recuperacao de tecnologia nao humana consultor do Pentagono Eric Davis foi cobrado por cetico reproducao Youtube

Autor de declarações polêmicas sobre a suposta recuperação de tecnologia não-humana, consultor do Pentágono Eric Davis foi cobrado por cético (reprodução/Youtube)

O conhecido cético e divulgador científico Michael Shermer utilizou sua conta na rede social X para direcionar uma cobrança pública e direta ao cientista Eric Davis para que finalmente revele tudo o que diz saber sobre a posse de tecnologias supostamente “não humanas” pelos EUA. O post foi publicado logo após uma histórica decisão presidencial de Donald Trump relacionada à transparência com o tema UAPs/OVNIs.

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Na terça-feira, 21 de julho, em Washington, Trump anunciou a assinatura de uma diretriz de segurança nacional que ordena a todas as agências federais a anulação imediata de acordos de confidencialidade (NDAs) de antigos funcionários e prestadores de serviço ligados a investigações de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs).

A cobrança de Shermer representa o estopim de uma pressão que vem se acumulando nos últimos anos sobre figuras como Davis e outros nomes ligados ao tema UAP, como o também cientista Harold Puthoff, além de denunciantes como David Grusch e Matthew Brown. Todos são figuras centrais em vazamentos que sugerem — ou escancaram — o conhecimento governamental sobre tecnologias não humanas.

O cético busca forçar Davis a cumprir antigas promessas de revelação, agora que o entrave jurídico da perseguição criminal ou perda de credenciais de segurança foi removido pelo despacho presidencial. O governo justifica a medida como uma forma de canalizar informações sensíveis para canais oficiais, como o escritório AARO e a força-tarefa PURSUE, visando transparência diante das pressões do Congresso.

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O astrofísico e consultor de defesa Dr. Eric Davis já afirmou publicamente ter tido acesso direto a evidências físicas e fotográficas de materiais e corpos de Inteligências Não Humanas (NHI). Em declarações e documentos vazados, ele assegura que essas evidências comprovam a realidade física e material de fenômenos e resgates de naves de origem não terrestre realizados pelo governo dos Estados Unidos.

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Davis declarou ter visto fotografias detalhadas de naves recuperadas e de corpos de seres biológicos não humanos. Em entrevista ao cineasta e pesquisador de OVNIs James Fox, ele chegou a afirmar que o governo americano teria realizado operações de recuperação de naves acidentadas ou intactas nas décadas de 1930, 1940, 1953 e 1958.

A pressão pública sobre Eric Davis

A interação digital que capturou a atenção da comunidade ufológica mundial foi curta, mas carregada de significado histórico e jurídico, dada a relevância dos envolvidos. Em sua publicação, Michael Shermer foi enfático ao declarar:

“Ok, Dr. Davis, o Presidente dos Estados Unidos acaba de liberá-lo de seus acordos de confidencialidade (NDAs), então agora é seguro para você nos contar tudo”.

A frase, postada originalmente na rede social X, ecoou como um desafio ao cientista, que por décadas justificou sua discrição sobre programas de engenharia reversa alegando o peso das cláusulas de silêncio do governo.

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Shermer, que historicamente mantém uma postura de dúvida metódica, parece agora usar as próprias armas da burocracia de defesa para testar a veracidade das alegações de Davis. Se o cientista de fato possui informações sobre naves extraterrestres recuperadas, o argumento da proibição legal deixou de existir com a nova diretiva de Trump. O público agora observa se Davis se apresentará voluntariamente aos canais oficiais ou se o silêncio persistirá sob novas justificativas.

O contexto dessa cobrança remete ao papel de Davis como consultor de tecnologia avançada para a EarthTech International, onde ele teria prestado serviços ao governo norte-americano em sistemas de propulsão exóticos. Por anos, seu nome esteve ligado a documentos que descreviam tentativas de autoridades de alto escalão de acessar programas de acesso especial (SAPs) que estariam operando fora da supervisão convencional. Com a remoção da barreira dos NDAs, Shermer e outros críticos esperam que o “trigo seja finalmente separado do joio”.

Essa movimentação pública é vista como um divisor de águas, pois coloca o ônus da prova diretamente sobre os ombros dos denunciantes. A administração federal, ao criar esse “porto seguro” jurídico, eliminou a principal fonte de relutância de possíveis testemunhas de primeira mão. Agora, a expectativa é que indivíduos que alegavam temer por suas carreiras ou segurança física sigam o exemplo de figuras como David Grusch e falem abertamente sob a proteção da nova ordem executiva.

Reunião secreta sobre UAP no Congresso com David Grusch (por enquanto, afirmações sem provas)
Reunião secreta sobre UAP no Congresso com David Grusch (por enquanto, afirmações sem provas)

O fim do silêncio burocrático

O despacho de Donald Trump não apenas surpreendeu a classe política, mas estabeleceu um mecanismo de triagem de informações — e esse talvez seja um de seus problemas — que passará pelo crivo das agências de inteligência. Conforme divulgou anteriormente o Portal Vigília, a medida visa remover os obstáculos que ocultam programas secretos há décadas, respondendo a uma coalizão bipartidária no Capitólio. O foco estaria em incidentes sem explicação científica, deixando de lado tecnologias domésticas de rotina para evitar riscos desnecessários à segurança nacional.

Segundo reportagem originalmente publicada pela Fox News Digital e acompanhada de perto por este portal, a diretiva permite que ex-agentes e contratantes de defesa se reúnam com representantes do Departamento de Guerra sem o risco de processos civis. Um alto funcionário da administração afirmou ao veículo que o objetivo principal é “eliminar a fonte de relutância” que impedia o surgimento de provas concretas. O governo admite que a hesitação era o sentimento predominante entre aqueles que assinaram documentos restritivos em programas altamente compartimentados.

Legisladores como os representantes Tim Burchett e Anna Paulina Luna têm sido peças-chave nessa pressão por abertura, citando o uso de fundos não auditados em programas relacionados a UAPs. O atual Secretário de Estado, Marco Rubio, já havia alertado sobre o clima de medo que paralisava as testemunhas, mencionando até o receio de danos físicos. A nova regra pretende dissipar essa atmosfera de intimidação, oferecendo imunidade administrativa para quem utilizar os canais oficiais de desclassificação.

A comunidade científica, liderada por nomes como Avi Loeb, chefe do Conselho Consultivo Científico de UAP da administração, vê a medida como um passo fundamental. Loeb acredita que o fim dos acordos de confidencialidade é a chave para transformar relatos anedóticos em dados brutos passíveis de análise empírica. Para ele, se o processo resultar na descoberta de artefatos de civilizações externas, o atual presidente garantirá um lugar único na história humana por milhões de anos.

O peso histórico dos diálogos Wilson-Davis

Para compreender a relevância da cobrança de Shermer, é necessário revisitar o que o Portal Vigília já divulgou sobre o chamado “vazamento do século”. Trata-se de um compêndio de 15 páginas que detalha uma conversa ocorrida em 2002 entre Eric Davis e o vice-almirante Thomas Wilson, então diretor aposentado da Agência de Inteligência de Defesa (DIA). No documento, Davis relata como Wilson teria tido seu acesso negado a um programa secreto que envolvia a recuperação de uma nave extraterrestre acidentada.

O diálogo sugere que o programa era administrado por um importante contratante aeroespacial dos EUA, muitas vezes especulado como a divisão Skunkworks da Lockheed Martin. Wilson teria descoberto que o projeto estava enterrado atrás de Programas de Acesso Especial (SAPs) convencionais, um método de ocultação que encontra eco em documentos vazados por Edward Snowden. Na época, o almirante foi informado por gerentes corporativos que ele não tinha “necessidade de saber” sobre as atividades ali desenvolvidas.

Essa história circulou por anos nos bastidores da ufologia até ganhar publicidade através de pesquisadores como Richard Dolan e Grant Cameron em 2019. Eric Davis, o homem a quem Shermer agora se dirige, é o autor das notas que descrevem esse encontro frustrante de Wilson com a burocracia privada de defesa. O cientista sempre foi cauteloso em confirmar a autenticidade das notas, mas nunca as negou categoricamente, mantendo-se protegido por seus próprios vínculos contratuais.

A importância desse histórico está no fato de que, se os documentos forem autênticos, Davis possui conhecimento direto sobre a localização e a natureza desses programas de engenharia reversa. As alegações de David Grusch em 2023 sobre “fundos obscuros da ordem de bilhões de dólares” parecem ser apenas uma extensão moderna das mesmas denúncias contidas nos diálogos de Davis. O fim dos NDAs retira a última máscara que impedia a verificação definitiva dessas informações explosivas.

Repercussão online e teses interpretativas

A reação nas redes sociais após a postagem de Shermer e a ordem de Trump foi imediata, dividindo os internautas entre o otimismo cauteloso e o ceticismo profundo sobre as reais intenções do governo. Uma das teses mais difundidas entre entusiastas sugere que o fim dos NDAs pode ser uma estratégia de contenção, onde o governo libera as pessoas para falar, mas apenas através de escritórios controlados como o AARO, garantindo que o que chegar ao público ainda passe por um filtro de segurança. Internautas questionam se essa abertura resultará em evidências fotográficas e físicas ou se ficaremos restritos a novos depoimentos orais sem provas materiais.

Outra corrente de interpretação foca na figura de Eric Davis, sugerindo que sua hesitação em responder Shermer pode indicar que o “segredo” é mais complexo do que simples contratos assinados. Alguns usuários de redes sociais especulam que a revelação de Davis poderia comprometer não apenas sua carreira, mas segredos tecnológicos que ele considera perigosos demais para o domínio público. Por outro lado, há quem defenda que os acordos de confidencialidade eram apenas uma desculpa conveniente para manter uma aura de mistério sobre informações que podem ser menos substanciais do que a comunidade ufológica imagina.

Por fim, a polarização política também atingiu o tema, com usuários discutindo se o movimento de Trump é um ato genuíno de transparência ou uma manobra para desviar a atenção de outras abundantes crises políticas de seu mandato. A expectativa segue sendo penhorada para “os próximos meses”, com a promessa de que uma nova leva de arquivos será disponibilizada “muito em breve”, enquanto os entusiastas dobram suas apostas.

Até lá, a pressão sobre Davis e outros denunciantes deve continuar a crescer, alimentada pela curiosidade de uma rede mundial que nunca esteve tão perto — ou talvez tão longe — de uma resposta definitiva.

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Redação Vigília

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