É fundamental o estudo da astronomia em paralelo com a ufologia: evita-se enganos, e entende-se melhor o substrato das teorias. Este setor do fórum é aberto a questões puramente astronômicas. Debate dentro da metodologia científica - e sem choro.
Impressionante a imagem abaixo. Trata-se de um dos canais de Marte. A pergunta que logo ronda a mente é como e o que teria formado uma estrutura geológica dessas. Água? Lavas vulcânica?
ricardo_britan escreveu:Essa imagem não poderia ser a a queda de um meteoro a arrastar uma quantidade de terra?
Britan, ao cair sobre um planeta (ou mesmo sobre um satélite natural) a nomenclatura correta passa a ser meteorito.
Ademais, a velocidade de impacto é tal que a possibilidade de um arrasto dessa natureza está praticamente afastada.
Dependendo da direção do impacto, formam-se sempre crateras, ora circulares, ora ligeiramente ovaladas, com acúmulo de material em uma das bordas.
Poderia se especular sobre a possibilidade de se tratar de um asteróide de formato irregular: porém, nesses casos, normalmente há diferenças de tonalidade na composição do solo que seriam visualmente detectáveis.
Olha aí, Britan.
Você tem uma parceira de peso na idéia dos meteoritos.
A astrônoma Gwendolyn D. Bart da University of Arizona, em Tucson está jogando um banho de água fria na convicção da maioria dos cientistas de que os canais e canyons de Marte teriam sido formados por água corrente num passado distante.
Ela levantou a hipótese de que tais formações poderiam ser provenientes de avalanches subseqüentes à queda de meteoritos (o que responderia pelas formas irregulares), e até pelos fortes ventos ao longo do tempo. Em se tratando de meteoritos, ainda que eles fossem de grande tamanho, seus vestígios seriam recobertos pela areia abundante em nosso vizinho planeta vermelho.
Ela afirma que a idéia lhe ocorreu ao comparar as imagens divulgadas esta semana (como a da figura acima) com imagens da Lua feita pelas missões Apollo que mostram formações semelhantes em nosso satélite natural, e que, reconhecidamente, nada têm a ver com água corrente. www.space.com