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Projeto Galileo tentará achar extraterrestres perto da Terra

Projeto Galileo é encabeçado por Avi Loeb, professor de Harvard autor de estudo que defende que asteroide ʻOumuamua tem tecnologia alienígena

Abraham Loeb, professor de Harvard diz acreditar que 'Oumuamua era nave extraterrestre (Havard/Divulgação e ESO/M. Kornmesser)

O brilhante físico Abraham Loeb, professor de Harvard diz acreditar que 'Oumuamua era nave extraterrestre (Harvard/Divulgação e ESO/M. Kornmesser)

Uma nova iniciativa científica chamada Projeto Galileo pretende usar diversos telescópios para procurar sistematicamente artefatos extraterrestres que poderiam estar ocultos na órbita da Terra, objetos interestelares (naturais ou não) ou, de forma mais ampla, fenômenos aéreos não identificados na atmosfera terrestre que possam indicar a presença de uma inteligência alienígena em nosso planeta.

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O Projeto Galileo é encabeçado pelo cientista Abraham “Avi” Loeb, professor e ex-presidente do Departamento de Astronomia da Universidade Harvard. No início de 2021 ele publicou seu livro Extraterrestrial, em que defende que o primeiro objeto interestelar identificado no nosso sistema solar, o asteroide ʻOumuamua, é um candidato a artefato de tecnologia alienígena.

Segundo matéria da Revista Science, quatro apoiadores já doaram US$ 1,75 milhão (aproximadamente R$ 9 milhões) para o projeto. Com a verba arrecadada, o astrônomo de Harvard montou uma equipe de cientistas composta de astrônomos e pesquisadores renomados de outras áreas. Mesmo assim Loeb admite que enfrentou alguma resistência.

“A comunidade científica deve ter a mente aberta. É assim que fazemos progresso”, comentou em tom de lamento.

Para encontrar objetos extraterrestres que os cientistas ainda não sabem bem como seriam, o projeto de Loeb pretende usar dados de alguns dos telescópios mais modernos disponíveis, alguns ainda em construção, como o observatório Vera C. Rubin, que está sendo instalado no Chile.

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Alguns dos participantes que encamparam a proposta de Loeb já estão envolvidos na busca por inteligência extraterrestre, ou pesquisa SETI. Curiosamente, a proposta do projeto Galileo também será obter imagens de alta qualidade de fenômenos aéreos não identificados (ou UAPs, nova denominação para UFOs na terminologia dos militares norte-americanos).

Segundo Loeb, sua intenção é posicionar dezenas de telescópios de forma estratégica ao redor da Terra, examinando os céus em busca de fenômenos inexplicáveis, eventualmente com auxilio de radares e sensores infravermelhos. Reproduzindo um discurso já apresentado por militares norte-americanos e chineses, ele ressalta que seriam usadas técnicas de inteligência artificial para processar dados dos telescópios.

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Redação Vigília

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