Governo norte-americano libera 3º lote com novos arquivos de OVNIs

Governo norte-americano libera 3º lote com novos arquivos de OVNIs
Vídeos de UAPs em investigação pelo FBI no Terceiro lote de liberação de arquivos via Pursue (Capturas de tela)

Conforme comunicado oficial do Departamento de Guerra dos Estados Unidos, publicado ontem, 12 de junho de 2026, no portal WAR.GOV/UFO, o governo norte-americano realizou a terceira liberação massiva de documentos e registros audiovisuais sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs, na sigla em inglês). Esta nova fase do programa PURSUE (Sistema Presidencial de Abertura e Relato de Encontros com UAPs) disponibilizou aproximadamente 826 MB em documentos desclassificados e 4,6 GB de vídeos originais, somando-se ao que o “WAR” chama de esforço de transparência, determinado pelo presidente Donald Trump para investigar casos que permanecem sem explicação técnica definitiva.

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Imagem de reconstituicao de cena do FBI FBI UAP D003 caso Colorado Springs 2022
Imagem de reconstituição de cena do FBI – FBI-UAP-D003, caso Colorado Springs, 2022

A iniciativa busca responder à crescente demanda pública e legislativa por clareza sobre eventos que desafiariam a compreensão científica atual, ocorridos tanto em território nacional quanto terras estrangeiras e em missões espaciais históricas. O movimento de abertura é coordenado pelo Departamento de Guerra com apoio do Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI), processando milhões de registros que, em muitos casos, existiam apenas em papel há décadas.

Segundo o porta-voz Sean Parnell em declaração oficial à imprensa do Pentágono, “o Departamento de Guerra e nossos parceiros de agência estão trabalhando ativamente no próximo lançamento de arquivos UAP”, sinalizando que o fluxo de informações continuará de forma contínua à medida que os materiais são processados.

A terceira onda de transparência UAP

O lançamento deste terceiro lote de arquivos marca um ponto de inflexão no interesse global pelo tema, com o site oficial acumulando mais de 1,7 bilhão de acessos desde sua criação em maio de 2026. A estrutura do programa PURSUE foi desenhada para que a desclassificação ocorra em ondas, permitindo que a sociedade civil e especialistas do setor privado colaborem na análise de casos que o próprio governo admite não conseguir resolver. O Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou em nota oficial divulgada pelo Departamento que “estes arquivos, escondidos atrás de classificações, há muito alimentam especulações justificadas — e é hora de o povo americano ver por si mesmo”.

Essa transparência foca em casos “não resolvidos”, onde a escassez de dados técnicos ou a natureza bizarra do fenômeno impedem uma conclusão definitiva sobre sua origem. Ao contrário de relatórios anteriores que tentavam encontrar explicações convencionais para todos os avistamentos, a atual postura reconhece abertamente as limitações das ferramentas de análise governamentais. O Departamento de Guerra enfatiza que as descrições contidas nos arquivos refletem a interpretação subjetiva das testemunhas no momento do evento, mas ressalta que tais depoimentos são a base para investigações mais profundas.

O volume de dados liberados no 3º Release é relativamente superior ao anterior, especialmente no que diz respeito ao conteúdo documental, indicando que a triagem de arquivos históricos da CIA e do FBI ganhou velocidade. A diversidade das fontes dos documentos (não das agências de origem) é notável, incluindo desde comunicações diplomáticas do Departamento de Estado até transcrições médicas da NASA que datam da década de 1960.

Fenômenos luminosos no nordeste americano

Um dos padrões curiosos revelados no Release 3 é a recorrência de avistamentos no nordeste dos Estados Unidos, envolvendo esferas luminosas com comportamento supostamente inteligente entre os anos de 2021 e 2025. O caso intitulado “Orbs Over the Pond”, ocorrido em outubro de 2024, descreve uma esfera semelhante a plasma que pairou sobre uma lagoa por 45 minutos, mudando de forma e luminosidade de maneira intermitente.

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Chama a atenção o interesse prolongado do FBI no que parece ser uma onda ufológica neste caso. A agência autenticou o vídeo gravado por um cidadão, classificou a testemunha como “altamente credível”, destacando que o objeto parecia se separar em pontos menores antes de desaparecer silenciosamente.

Outro incidente detalhado, ocorrido em julho de 2025, envolveu duas esferas vermelhas brilhantes com um núcleo que as testemunhas descreveram como um “sol de plasma branco” do tamanho de uma bola de basquete. Esse é um dos 4 vídeos que retratam UAPs diretamente nesta liberação.

O casal que presenciou o evento em seu próprio quintal relatou que as esferas subiram lentamente e se moveram em formação, como se estivessem amarradas uma à outra, antes de se fundirem e sumirem de vista. Esses relatos são corroborados por outros arquivos do FBI que mostram uma atividade concentrada na mesma região geográfica, sugerindo que esses fenômenos não são eventos isolados, mas parte de uma atividade persistente.

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UAPs: de objetos físicos a fenômenos de “plasma”

A terminologia utilizada pelas testemunhas e adotada nos relatórios, como “plasma” e “rotação errática”, apontaria para tecnologias ou fenômenos naturais que não se comportam como aeronaves convencionais. E é curiosa a coincidência de que justamente documentos com interpretações de objetos “plasmáticos” sejam liberados logo após o denunciante David Grusch usar essa expressão em um coletiva de imprensa.

Em um registro de março de 2022, duas fontes de luz vermelha mantiveram posições estacionárias próximas ao horizonte enquanto a luz inferior rotacionava lentamente em relação à superior. Em todos esses casos, os relatórios observam a ausência total de som.

O FBI tem desempenhado um papel fundamental na documentação desses casos recentes, utilizando formulários oficiais como o FD-1057 para registrar atividades investigativas e realizar levantamentos de campo nos locais dos avistamentos. Em alguns casos, a agência chegou a realizar pesquisas de local meses após o evento, buscando evidências físicas ou padrões que pudessem explicar as observações feitas por seus próprios agentes ou por civis. A integração desses dados recentes com o acervo histórico permite que os investigadores busquem paralelos entre os “orbs” atuais e relatos de décadas passadas.

O Arquivo X investigando relatos no oeste americano

O interesse recorrente do FBI nas aparições insólitas e a dedicação ao tema parece indicar que a agência mantém ativo uma espécie de seção “Arquivo X” interna, como no famoso seriado. O Release 3 destaca por exemplo o que o governo considera um dos casos mais convincentes de seu acervo atual: uma série de avistamentos no oeste dos Estados Unidos em outubro de 2023, reportados por sete agentes especiais de aplicação da lei federal.

Durante dois dias, esses profissionais de elite teriam observado fenômenos que dividiram em quatro categorias distintas, incluindo “orbs lançando outros orbs” à distância e um objeto grande e estacionário que emitia um brilho intenso a curta distância. O relato mais bizarro menciona uma entidade ou estrutura grande e aparentemente transparente, comparada pelos agentes a uma “pipa translúcida”.

Apesar da alta credibilidade das testemunhas, o caso é notório pela ausência de dados técnicos diretos, o que levou o Departamento de Guerra a solicitar ao FBI a criação de renderizações artísticas digitais baseadas nos depoimentos detalhados. Essas imagens buscam recriar visualmente o que os agentes enfrentaram perto de instalações sensíveis de segurança nacional, onde os objetos teriam demonstrado capacidades de aceleração e manobra superiores a qualquer tecnologia conhecida, embora não haja registros ou provas visuais de tais acontecimentos.

A documentação inclui memorandos internos que discutem a natureza anômala desses encontros e a dificuldade de capturar tais objetos em sensores convencionais. Um dos registros descreve como os agentes tentaram perseguir um fenômeno próximo ao solo, mas foram incapazes de manter o contato devido à velocidade extrema do objeto. O uso de reconstruções digitais em vez de fotos reais neste caso específico sublinha a natureza fugaz desses fenômenos e a necessidade de novas metodologias de coleta de evidências para o futuro.

O fato de testemunhas treinadas, acostumadas a identificar ameaças e aeronaves convencionais, terem relatado tais comportamentos reforça a seriedade com que o Departamento de Guerra está tratando o assunto. Os arquivos sugerem que a presença desses UAPs em áreas de segurança nacional não é apenas um mistério científico, mas uma preocupação operacional imediata. O relatório resume que a combinação da credibilidade dos relatores com a natureza anômala dos eventos faz deste um dos casos mais importantes da coleção atual do AARO, o Escritório de Resolução de Anomalias de todos os Domínios.

Estratégias históricas de contenção

Entre os documentos históricos desclassificados neste lote, destaca-se um relatório da CIA de 1953 sobre o Painel Consultivo Científico em OVNIs, que revela uma política deliberada de ocultação e desmistificação adotada durante a Guerra Fria. O painel concluiu que, embora os objetos não representassem uma ameaça física direta, o interesse obsessivo do público pelo tema era um perigo indireto que poderia sobrecarregar os canais de inteligência com relatórios irrelevantes. Para mitigar esse risco, as autoridades recomendaram uma política oficial de “debunking” para “despojar o assunto OVNI de seu mistério”.

A estratégia visava reduzir o que chamavam de “ruído” nas comunicações de defesa, treinando o pessoal militar para filtrar avistamentos e utilizando a imprensa para ridicularizar ou explicar de forma simplista os relatos civis. O governo temia que uma “psicologia nacional mórbida” pudesse ser explorada por adversários estrangeiros para incitar o pânico ou a desconfiança nas autoridades constituídas. Essa revelação oferece um contexto histórico crucial para entender por que muitos casos legítimos foram ignorados ou desacreditados pelas agências oficiais durante décadas.

Além da política de desmistificação, os arquivos mostram o interesse científico secreto em fenômenos de energia. Um relatório de 1972 detalha as observações de um participante americano em uma conferência na Armênia, onde cientistas soviéticos apresentaram teorias especulativas sobre massas carregadas no espaço. Outros documentos revelam que a CIA monitorava de perto o progresso soviético em campos de teste de armas, como o de Sary Shagan, onde fenômenos aéreos não identificados eram frequentemente observados e associados a possíveis pesquisas de lasers.

Essa dualidade — de desmerecer publicamente o tema enquanto o investigava secretamente como uma questão de inteligência e física avançada — permeia todo o material histórico do Release 3. Documentos do FBI do final da década de 1940 mostram que até o diretor J. Edgar Hoover estava pessoalmente envolvido no encaminhamento de relatos de OVNIs para a Comissão de Energia Atômica, demonstrando que o assunto era tratado no mais alto nível de segurança nacional desde o início da era moderna dos discos voadores.

Anomalias na fronteira final

Novamente, a NASA também contribuiu significativamente para esta liberação, revelando transcrições de debriefings científicos onde astronautas das missões Gemini e Apollo relataram fenômenos visuais inexplicáveis no espaço. Durante as missões Gemini 4 e 5 em 1965, James McDivitt e Ed White descreveram “faíscas” e “fragmentos brilhantes” flutuando do lado de fora da cápsula, enquanto Gordon Cooper e Pete Conrad mencionaram observar “neve” e “todos os tipos de peças brilhantes” em órbita.

Apesar disso, tanto à época quanto mais recentemente — até por analistas científicos considerados “pró-UAP”, como astrofísico Avi Loeb — a maioria dessas observações têm sido atribuídas a fenômenos causados pela radiação cósmica, detritos da própria nave ou cristais de gelo.

Uma prova é o debriefing médico da Apollo 12, onde a equipe da NASA discutiu se flashes de luz relatados pela tripulação ao tentar dormir eram causados por raios cósmicos atingindo a retina. Contudo, em outros momentos, os astronautas foram enfáticos ao descrever objetos físicos. Durante a Apollo 17 em 1972, Harrison Schmitt relatou ter visto um flash diretamente na superfície lunar, ao norte da cratera Grimaldi, um evento que permanece sob análise nos arquivos do programa PURSUE.

O interesse científico da época era tão latente que existem memorandos de 1962 e 1963 focados exclusivamente em investigar a natureza desses fenômenos luminosos relatados por pioneiros como John Glenn e Walter Schirra. Em uma entrevista de 1962 com o jornalista Walter Cronkite, o astronauta Gordon Cooper opinou que “um grande número de pessoas excepcionalmente bem qualificadas viu objetos” sem explicação lógica, especulando abertamente sobre a existência de vida humana em outros planetas com atmosferas habitáveis.

Com a liberação do 3 lote, a eficácia da PURSUE já está levantando preocupações entre os especialistas não pela quantidade de documentos, mas pela sua relevância. Para os adeptos das teorias de que o governo dos EUA detém material não humano e desenvolve peças de alta tecnologia a partir de engenharia reversa de supostas naves não humanas capturadas, as coisas começam a ficar um tanto decepcionantes.

Isso porque, considerando todos os releases até aqui, o que os documentos e mesmo vídeos mostraram até agora é uma estrutura governamental que monitora a questão, não faz a menor ideia do que seja e, segundo os documentos históricos, considera-o não uma ameaça direta, mas um problema de gestão de informações, já que, sozinho, o interesse público obsessivo pelo tema poderia atrapalhar a atuação do aparato de defesa por sobrecarga.

Redação Vigília

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