Misteriosa aeronave triangular apelidada de “Doritos” registrada sobre a Área 51

Misteriosa aeronave triangular apelidada de “Doritos” registrada sobre a Área 51
Doritos: uma aeronave secreta? (Reprodução Youtube/Uncanny Expeditions)

No dia 14 de janeiro de 2026, por volta das 3 horas da manhã, o videomaker e observador de aeronaves Anders Otteson realizou um registro inédito de uma aeronave incomum, com formato triangular, popularmente apelidada de “doritos”, operando nas proximidades da mítica Área 51, em Nevada. Otteson, que acampava na Groom Lake Road para monitorar voos noturnos, utilizou uma câmera térmica AGM TM50-640 para capturar a assinatura de calor do objeto em pleno espaço aéreo restrito. O objetivo da expedição era documentar plataformas aéreas de projetos classificados (secretos), conhecidos como “projetos negros“, que raramente são vistos pelo público.

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O avistamento ocorreu em um momento de intensa atividade aérea, quando o observador notou a presença de múltiplas aeronaves no vale, embora nenhuma luz visível estivesse acesa. Após a passagem de um bombardeiro furtivo B-2 Spirit reconhecido, Otteson identificou um segundo rastro de condensação que apresentava uma geometria distinta e uma assinatura térmica peculiar. De acordo com o observador, a aeronave foi documentada para fornecer evidências de que o exército dos Estados Unidos continua testando tecnologias de asa voadora que desafiam as silhuetas conhecidas da aviação convencional.

As características visuais registradas por Otteson marcam uma diferença significativa em relação ao design do B-2 Spirit, aeronave que serviu como base de comparação imediata durante o evento. Enquanto o B-2 possui uma borda de fuga serrilhada e distintiva, o objeto capturado pela câmera térmica exibia uma borda de fuga que parecia plana ou contínua, reforçando a descrição de um triângulo perfeito. “A borda de fuga pareceu imediatamente diferente da do B-2, na qual a borda de fuga serrilhada característica era visível”, afirmou Otteson ao descrever o que viu através de suas lentes infravermelhas.

Mesmo considerando possíveis distorções causadas pela distância e pela atmosfera, o formato “doritos” permaneceu consistente durante a observação. O observador enfatizou que, por estar acostumado a monitorar aeronaves furtivas, a silhueta daquele objeto era única, assemelhando-se a registros feitos anteriormente em outras partes dos Estados Unidos, mas com uma nitidez térmica que sugere uma propulsão ou design de fuselagem ainda não revelado. A comparação direta no mesmo céu e na mesma noite permitiu que Otteson concluísse que se tratava de um “tipo completamente diferente de aeronave”.

Códigos de rádio e o enigma das comunicações

Um dos pontos mais intrigantes do registro recente não foi apenas visual, mas auditivo, envolvendo diálogos e transmissões de rádio captadas por scanners naquela noite. Joerg Arnu, do portal Dreamland Resort, analisou o áudio captado e notou um volume excepcionalmente alto de transmissões codificadas durante a operação do misterioso triângulo. O uso de uma linguagem aparentemente banal e bem-humorada servia, segundo especialistas, como uma camada de segurança para mascarar a natureza técnica e sensível dos testes realizados.

As transmissões incluíam referências curiosas a alimentos e itens do cotidiano, criando uma narrativa paralela nas frequências militares. Entre os termos registrados e traduzidos para o português, os pilotos e controladores utilizavam palavras como “Corona”, “Pretzel”, “Alho”, “Mostarda” e “Michelob”. Embora essas palavras soem inofensivas, o contexto e a frequência sugeriam um plano de comunicação deliberadamente mascarado para evitar que rádio-escutas civis compreendessem os parâmetros de voo da aeronave secreta.

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Além dos códigos de lanches, foram ouvidos indicativos de chamada específicos, como o termo “Sabre”, que é historicamente associado a aeronaves que decolam diretamente do aeródromo de Groom Lake, o coração da Área 51. O bombardeiro B-2 presente na área utilizava o indicativo “REARM71” e operou por cerca de quatro horas, coordenando-se em canais abertos, enquanto o ativo principal — o “doritos” — permanecia em silêncio absoluto ou utilizava sistemas de troca de dados digitais invisíveis aos scanners convencionais. “Parecia um cenário muito mais complexo do que uma missão de treinamento de rotina”, observaram Arnu e Otteson durante uma transmissão conjunta.

Essa estratégia de gerenciamento de espaço aéreo sugere que o triângulo voador era o elemento central de um teste comparativo de assinatura de radar ou térmica. Ao utilizar o B-2 como uma espécie de aeronave de apoio ou referência, os militares poderiam calibrar sensores contra a nova plataforma furtiva. A fraseologia desconhecida até para ouvintes experientes reforça a tese de que o projeto está em uma fase avançada de testes, onde até a forma como os pilotos se comunicam é projetada para manter o “ativo principal efetivamente invisível do ponto de vista das comunicações”.

Histórico de registros e a lenda do Black Manta na Ufologia

O fenômeno das aeronaves triangulares sobre o deserto de Nevada não é novo e remete a uma longa linhagem de “projetos negros” desenvolvidos em segredo absoluto. O registro de Otteson guarda uma semelhança impressionante com uma fotografia tirada à luz do dia em Wichita, no Kansas, em 2014, que também mostrava uma asa voadora escura de proporções desconhecidas. Outro avistamento notável ocorreu em Amarillo, no Texas, no mesmo ano, onde três aeronaves em formato de bumerangue foram capturadas em alta altitude (ambas as imagens são mostradas no vídeo acima).

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A persistência dessas formas geométricas no céu alimenta teorias sobre a existência do TR-3A (ou 3B, dependendo da fonte), frequentemente chamado também de “Black Manta”. Especula-se que esta aeronave seja um sistema de reconhecimento tático furtivo projetado para apoiar forças de ataque, como o F-117 Nighthawk, fornecendo designação de alvos por laser e avaliação de danos. Documentos sugerem que o conceito pode ter evoluído de estudos da Northrop realizados no final da década de 1970 sob o programa Tactical High Altitude Penetrator (THAP), cujos detalhes desapareceram dos registros oficiais em 1979.

As capacidades atribuídas ao Black Manta beiram o que muitos consideram “mágicas” no campo da engenharia aeroespacial. Uma das teorias mais difundidas envolve o uso de forças eletrostáticas para controlar o fluxo de ar sobre a fuselagem, o que reduziria drasticamente o arrasto e a assinatura de radar (RCS). Relatos indicam que a Northrop teria pesquisado métodos para carregar as bordas de ataque com uma polaridade e a cauda com outra, permitindo que a aeronave “sugasse” o ar sobre sua superfície, aumentando a eficiência em 10% ou mais.

Suposta foto de satélite (Google Earth) do TR-3B (Wikimedia)
Suposta foto de satélite (Google Earth) do TR-3B (Wikimedia)

Essa tecnologia eletrostática explicaria por que essas aeronaves são frequentemente descritas como silenciosas ou capazes de manobras incomuns. Embora o governo dos Estados Unidos nunca tenha confirmado a existência do TR-3A ou do Black Manta, a Área 51 continua servindo como o campo de provas ideal para tais inovações.

No circuito ufológico, os mitos em torno do Black Manta e do TR-3x são mais extremos. Foi basicamente um “denunciante” UAP — na época nem “denunciante” nem “UAP” levavam esse nome — quem “colocou no mapa” a base secreta. Robert “Bob” Lazar tornou-se mundialmente conhecido ao afirmar ter trabalhado na Área 51, diretamente envolvido com o desmonte e estudo de naves não-humanas supostamente capturadas pelo governo dos Estados Unidos.

Por isso há quem defenda que o Black Manta seria capaz de manipulação da gravidade utilizando alguma tecnologia resultante de engenharia reversa de discos voadores. Mais recentemente surgiu uma teoria de invisibilidade absoluta, ou seja: o avião seria invisível a todo o espectro eletromagnético, inclusive à luz visível. Seria completamente indetectável, o que o próprio vídeo de Otteson aparentemente tratou de descartar.

Aeronaves secretas e o legado da furtividade

A existência de projetos como o RQ-180, apelidado de “Grande Morcego Branco”, oferece uma explicação plausível e fundamentada para os avistamentos de triângulos gigantes. O RQ-180 é um drone de vigilância furtivo da Northrop Grumman projetado para penetrar em espaços aéreos defendidos, possuindo uma envergadura que pode chegar a 40 metros. Imagens de satélite da Área 51 revelaram hangares massivos construídos especificamente para abrigar aeronaves com essa envergadura, reforçando a realidade por trás das especulações de observadores como Otteson.

Diferente de drones anteriores como o RQ-170 Sentinel, o novo “doritos” voador teria capacidades de resistência de até 24 horas e um alcance de 22.000 quilômetros. Ele representa uma mudança de paradigma: de aeronaves que operam em ambientes permissivos para plataformas que podem realizar missões em áreas altamente contestadas. Sua forma de “pipa dobrada” e o uso de materiais compostos avançados garantem que ele seja muito mais furtivo do que caças conhecidos como o F-35 ou o F-22.

O histórico da Área 51 é repleto de exemplos onde o que era considerado um OVNI acabou sendo revelado como um projeto militar secreto anos depois. O próprio F-117 Nighthawk, embora oficialmente aposentado em 2008, continua sendo visto voando sobre Nevada para fins de treinamento e testes de novos sensores, provando que a Força Aérea mantém segredos ativos por décadas. “O interesse em torno da Área 51 não é apenas um produto do que se sabe, mas do que é deliberadamente mantido desconhecido”, resume a análise acadêmica sobre a base.

Imagem famosa na Ufologia que representaria a observação de uma aeronave secreta e triangular, negra, então denominada "Aurora" (Reprodução - Redes Sociais
Imagem famosa na Ufologia que representaria a observação de uma aeronave secreta e triangular, negra, então denominada “Aurora” (Reprodução – Redes Sociais)

Em última análise, o registro térmico de 2026 e os diálogos codificados sobre “pretzels” e “cervejas” são peças de um quebra-cabeça que aponta para uma nova geração de domínio aéreo. Seja o Black Manta, o RQ-180 ou um sucessor ainda sem nome, o objeto triangular capturado sobre Groom Lake confirma que o deserto de Nevada continua sendo o berço de tecnologias que desafiam a percepção pública. Como bem coloca o autor Dan Zinngrabe em seus arquivos sobre projetos secretos: “Ninguém vai perder um emprego, pensão ou a vida por causa de um site… então você não ouvirá muito sobre programas como ‘Grassblade’ ou ‘Ghost'”.

Redação Vigília

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