Deputado Burlison, dos EUA, investiga “OVNI gigante” enquanto Coulthart promete novas revelações

Em uma sequência de publicações iniciada em 1º de março de 2026, o jornalista investigativo australiano Ross Coulthart voltou a agitar a comunidade de inteligência ao afirmar, por meio de sua conta na rede social X, possuir informações detalhadas sobre vídeos de fenômenos anômalos não identificados (UAPs) supostamente retidos pelo Pentágono em servidores de alta classificação, conhecidos como SIPRnet. Simultaneamente, o deputado republicano pelo Missouri, Eric Burlison, membro de uma força-tarefa da Câmara dedicada ao tema, anunciou ter agendado uma visita oficial a uma instalação em um país aliado dos Estados Unidos para verificar a existência de um objeto anômalo tão vasto que teria exigido a construção de um edifício inteiro ao seu redor para ocultá-lo.
A movimentação de Burlison estabelece uma conexão direta com uma narrativa lançada pelo próprio Coulthart em julho de 2023, quando o jornalista descreveu um “óvni escondido à vista de todos” em território estrangeiro, alegando que a nave seria “grande demais para ser movida”. O congressista, que baseia parte de sua busca em testemunhos de informantes e ex-oficiais de inteligência como o agora seu funcionário David Grusch, busca transpor a barreira do segredo governamental para confirmar se o objeto massivo, frequentemente especulado como estando localizado na Coreia do Sul ou na Austrália, é uma realidade física ou apenas uma lenda persistente nos corredores de Washington.
Rep. Eric Burlison just gave an update on the “UFO too big to move.” He’s scheduled to visit the site and says it’s located in a U.S.-friendly country
byu/87LucasOliveira inUFOs
A nova promessa de Coulthart
O jornalista Ross Coulthart, reconhecido por suas entrevistas com denunciantes de alta patente, descreveu recentemente o que seriam vídeos irrefutáveis de tecnologia não humana.
Ele não os viu, claro. Mas segundo ele, fontes confiáveis teriam lhe fornecido detalhes dos vídeos classificados. Uma dessas gravações, datada de seis anos atrás e capturada no Golfo Pérsico, mostra uma “esfera branca com aura de plasma saindo da água perto de um navio-tanque”, mantendo-se visível por cerca de 13 minutos em cores nítidas. Coulthart afirma que suas fontes são insiders com credenciais de segurança elevadas (TS-SCI, de Segredo Máximo – Informação Compartimentada Sensível, traduzindo) que se sentem frustrados com a estratégia de desinformação do governo.
Outro relato compartilhado pelo jornalista descreve um disco negro, três vezes maior que uma plataforma de petróleo, movendo-se em alta velocidade sob as águas do Golfo do México. Em sua postagem, Coulthart citou textualmente uma de suas fontes: “Entre muitos outros, temos vídeos do seguinte: […] Um vídeo de um B-52 no qual um disco se aproxima, reduz a velocidade para manter o passo e depois se afasta rapidamente ao final, o tempo todo com inteligência não humana (NHI) olhando pelas janelas”.
From a well-informed source who has seen the UAP videos still being withheld by @DeptofWar, accessible on its highly classified SIPRnet servers:
“Among many others, we have videos of the following:“I have personally seen this one on SIPR. A video from six years ago from the…
— Ross Coulthart (@rosscoulthart) March 1, 2026
Apesar do detalhamento vívido das descrições, Coulthart ainda não apresentou as evidências visuais ao público, alegando que elas permanecem protegidas por protocolos de sigilo extremo. Ele critica abertamente o Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios (AARO), afirmando ser “extremamente improvável que essas imagens sejam formalmente liberadas” pela agência. O jornalista sugere que o público está sendo enganado por uma estratégia deliberada de ocultação que pode até mesmo desconhecer o alto escalão do governo.
Essa postura de anunciar “bombas” informativas sem a apresentação imediata de provas materiais tem gerado reações mistas. Enquanto entusiastas da ufologia veem Coulthart como um canal necessário para a verdade, críticos e céticos nas redes sociais demonstram exaustão com o ciclo de promessas. No rastro de suas últimas postagens, usuários questionaram a veracidade das descrições, com alguns classificando as histórias como “notícias falsas como de costume” e apontando inconsistências técnicas sobre o funcionamento dos servidores mencionados.
O enigma da estrutura imovível
Em paralelo, a investigação de Eric Burlison foca agora no que poderia ser a maior revelação física do fenômeno UAP: um objeto recuperado no exterior que desafia a logística de transporte.
“Existe um objeto que é tão grande que não pode ser movido… construíram um edifício inteiro ao redor dele”, declarou o congressista no podcast Alien Last Night, sublinhando que sua informação provém de uma rede de pessoas que trabalharam em programas secretos.
Burlison confirmou que solicitou acesso formal a essa localização classificada, esperando que o Departamento de Defesa não obstrua sua visita.
A comunidade de pesquisadores independentes rapidamente concentrou suas atenções em Seul, na Coreia do Sul, onde uma estrutura circular de 270 pés de diâmetro no topo da montanha Cheonggyesan é vista como a candidata principal. Embora a explicação oficial para a construção seja a segurança aérea e a defesa contra a Coreia do Norte, o relato de Coulthart de 2023 sugeria que o local serve a um propósito muito mais exótico sob uma “história de cobertura louvável”. Teorias sugerem que o bunker original foi expandido para alcançar a nave e que múltiplos países, incluindo EUA e Reino Unido, compartilham o acesso à tecnologia.

Outra possibilidade levantada por analistas e usuários do Reddit seria a base de Pine Gap, na Austrália, um local isolado e cercado de mistérios desde a década de 1950. Argumenta-se que a localização no meio do deserto australiano seria ideal para esconder algo que não poderia ser transportado secretamente por milhares de quilômetros até um porto. “O objeto era grande demais para ser transportado de cima de uma crista e depois, em segredo, por mais de 700 milhas até um porto marítimo”, especulou um colaborador experiente da comunidade virtual.
Para Burlison, a existência de tal instalação é um sintoma da falta de supervisão sobre as agências de inteligência. Ele argumenta que o governo não tem o direito de esconder verdades fundamentais sobre a realidade da inteligência não humana dos contribuintes que financiam esses programas. O deputado tem utilizado os recursos de seu gabinete para colaborar com especialistas como David Grusch, buscando navegar na complexa rede de sigilo da comunidade de defesa para localizar os arquivos e locais específicos.
Ceticismo e segurança nacional
Analistas questionam se a visita de um único congressista, sem uma equipe técnica de cientistas e equipamentos de medição, terá qualquer valor científico real. Críticos apontam que, se Burlison for autorizado a entrar na instalação, ele provavelmente será impedido de capturar imagens ou coletar amostras, o que manteria o debate no campo do testemunho verbal e da “conversa fiada”. Para muitos na comunidade científica, a transparência real exigiria a apresentação de dados brutos e evidências físicas verificáveis por especialistas independentes.
A nova diretriz de transparência de Donald Trump, que prometeu liberar os arquivos secretos dos EUA sobre UAPs, tem mantido aquecido o debate sobre o tema e alimentado várias novas narrativas como as revelações de Coulthart e as ações de Burlison. Nos fóruns, a comunidade mantêm um ceticismo cauteloso sobre a eficácia das medidas do deputado, assim como para todo o processo de desacobertamento.
Mesmo assim, algumas figuras proeminentes da cena UAP parecem pregar uma atitude otimista, embora carregada de condicionantes. É o caso de Christopher Mellon, ex-secretário assistente adjunto de defesa para inteligência, que destacou a importância do momento, mas alertou para as barreiras burocráticas: “Este pode ser um momento consequente, mas o impacto dependerá do acompanhamento”. Mellon enfatiza que o verdadeiro teste será se as agências identificarão e liberarão os registros, em vez de recorrerem a atrasos procedimentais.

Há uma preocupação latente entre especialistas de que, mesmo se objetos de origem não humana forem confirmados, os detalhes tecnológicos permanecerão inacessíveis.
Um denunciante de UAPs que participou de sessões fechadas no Congresso observou ao DefenseScoop:
“Infelizmente, se naves extraterrestres caíram e foram submetidas a engenharia reversa, os Estados Unidos não vão revelar as armas ou a tecnologia derivadas delas”.
Essa natureza sensível da informação pode levar a uma decepção pública, independentemente do esforço legislativo.
A eficácia do AARO também é alvo de críticas severas por parte de analistas que consideram que o escritório falhou em cumprir suas obrigações estatutárias de relatar o envolvimento governamental histórico com UAPs. Mellon argumenta que a confiança do público foi erodida e que o cumprimento das obrigações de relatório é um passo essencial para restaurá-la. Enquanto isso, o escritório do Pentágono afirma que espera trabalhar com o governo para cumprir as ordens presidenciais de desclassificação, mas sem oferecer prazos ou detalhes concretos.
O fervilhamento das redes sociais
Enquanto o poder legislativo dos EUA tenta manobrar através do sigilo, as redes sociais tornaram-se um campo de batalha de teorias, memes e ceticismo agressivo. A hashtag #ufotwitter e fóruns como o Reddit refletem uma divisão clara entre aqueles que acreditam que a “revelação” está próxima e aqueles que consideram tudo um “círculo de especulações”. Comentários satíricos e memes sobre edifícios redondos ao redor do mundo esconderem óvnis gigantes tornaram-se comuns, evidenciando uma camada de deboche que agora acompanha as alegações de Coulthart.
Alguns usuários expressam cansaço com a falta de provas tangíveis, comparando as promessas recorrentes a uma “descarga de dopamina” que manipula algoritmos mas não entrega respostas. “Imagine ainda se importar com boatos na cena óvni. Isso está ficando velho”, comentou um usuário em resposta às últimas alegações. Essa fadiga informacional é um desafio para os proponentes da transparência, pois o excesso de narrativas sem evidências pode acabar repelindo o interesse sério do público e da mídia.
Por outro lado, a figura de Eric Burlison ganha destaque como alguém que está tentando “fazer o trabalho” ao invés de apenas falar. A expectativa em torno de sua visita é alta, com internautas tentando rastrear seu itinerário de viagem e especulando sobre as fotos que ele poderia tentar postar. No entanto, a crença pessoal de Burlison de que óvnis podem ser “anjos ou objetos feitos pelo homem” adiciona uma camada de complexidade ideológica que gera debates sobre sua objetividade como investigador.
No cenário atual, a tensão entre o segredo de Estado e a pressão pública está atingindo um ápice. Se todos os esforços resultarão em uma mudança de paradigma ou se serão apenas mais um capítulo na longa história de mistérios sem solução, é uma questão que os próximos meses deverão responder à medida que o congresso e os jornalistas testam os limites da desclassificação.







