Astrofísico de Harvard, Avi Loeb lidera novo conselho de UAPs nos EUA

O astrofísico de Harvard, Avi Loeb, anunciou neste sábado, 13 de junho de 2026, que assumirá a liderança do recém-criado UAP Science Advisory Council (Conselho Científico Consultivo de UAPs). O grupo foi estabelecido pela Casa Branca em colaboração com agências como o AARO (o Escritório de Resolução de Anomalias de todos os Domínios, do Pentágono), o ODNI e o FBI, com o objetivo de recrutar cientistas para ajudar o governo dos Estados Unidos a decifrar a natureza dos Fenômenos Anômalos Não Identificados.
Em sua recente exposição na plataforma Medium, Loeb destacou que a investigação de UAPs deve ser tratada como um programa científico convencional, focando na coleta de evidências de alta qualidade em vez de discussões em redes sociais. Ele argumenta que o fenômeno representa ou uma falha crítica na segurança nacional — como drones de nações adversárias espionando locais estratégicos — ou a maior descoberta científica da história: a prova de tecnologia não humana.
A escolha de Loeb para o conselho acontece em meio a uma polêmica envolvendo as opiniões do astrofísico sobre imagens da NASA liberadas no primeiro lote de documentos desclassificados pelo governo dos EUA. O cientista que já cogitou que os objetos celestes ‘Omuamua e 3i/Atlas pudessem ser artefatos extraterrestres artificiais, foi rápido em considerar as anomalias nas fotos da agência espacial norte-americana como defeitos causados por raios cósmicos.
“Não deveríamos confundir raios cósmicos com OVNIs!”
Loeb manteve uma postura cética rigorosa frente aos registros. Em um artigo intitulado “Não deveríamos confundir raios cósmicos com OVNIs!“, ele contextualizou o momento atual com uma crítica à interpretação de imagens das missões Apollo da NASA. Para Loeb, as luzes azuis registradas acima do horizonte lunar são provavelmente o resultado do impacto de raios cósmicos nas emulsões fotográficas, e não objetos anômalos. Ele reforça essa tese comparando-as aos flashes visuais relatados por Buzz Aldrin, causados por partículas energéticas atravessando a retina humana.
A polêmica escalou quando a mesma lógica foi aplicada por Loeb para contestar o trabalho da pesquisadora Beatriz Villarroel e do projeto VASCO. Villarroel identificou pontos luminosos transitórios em placas fotográficas do Palomar Sky Survey da década de 1950, antes da era espacial. Loeb sustenta que esses pontos podem ser explicados por partículas subatômicas atingindo as placas em ângulos perpendiculares, estimando que cada imagem recebia dezenas de milhares de impactos durante a exposição.

Villarroel, por sua vez, rebate a crítica, argumentando que o modelo de raios cósmicos de Loeb não explica por que esses pontos evitam a sombra geométrica da Terra ou por que apresentam uma anticorrelação com tempestades geomagnéticas. Enquanto o debate acadêmico se intensifica, Loeb aposta em observatórios modernos, como o Vera C. Rubin, para fornecer dados definitivos que encerrem as incertezas sobre a origem dessas luzes.






