Cientista afirma que estruturas na Lua indicam tecnologia não humana

Cientista afirma que estruturas na Lua indicam tecnologia não humana
Físico Derakhshani afirma que estruturas na Lua indicam tecnologia não humana (Reprodução Reality Check/Youtube)

O físico teórico Maaneli “Max” Derakhshani, doutor pela Universidade de Utrecht, apresentou recentemente evidências que, segundo ele, sugerem a presença de estruturas artificiais e tecnologias não humanas na superfície lunar. Através de análises detalhadas de imagens captadas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da NASA e dados de missões internacionais, o pesquisador afirma que a probabilidade de existirem artefatos artificiais no satélite natural é superior a 50%. Sua análise utiliza algoritmos de inteligência artificial e análise fractal para identificar formações que desafiariam os modelos geológicos convencionais, concentrando-se em regiões específicas como a cratera Paracelsus C e o lado oculto da Lua.

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A motivação para tais investigações reside na detecção de anomalias que apresentam geometria retilínea e emissões térmicas inexplicáveis, o que Derakhshani classifica como possíveis “tecnossinaturas”. Segundo o físico, a ausência de processos erosivos significativos na Lua, como vento ou água, torna estatisticamente improvável que o bombardeio de micrometeoritos esculpa formas com ângulos retos perfeitos. O objetivo do cientista ao divulgar esses dados é pressionar agências espaciais e o setor privado para que realizem missões de reconhecimento e recuperação de possíveis artefatos, em vez de ignorar as anomalias como meros erros de processamento de imagem.

Esse tipo de afirmação é comum entre teóricos da conspiração, mas partindo de um nome como Derakhshani é algo curioso. Seu currículo inclui física teórica e filosofia da física, com um doutorado em Fundamentos da Física pela Universidade de Utrecht (2017). Ele é ex-pesquisador de pós-doutorado na Universidade Rutgers e atualmente atua como conselheiro científico sênior da CO2 Coalition (uma ONG dos EUA negacionista das mudanças climáticas), além  e integrar organizações como a Sociedade para Pesquisa Planetária SETI (SPSR) e o Foundational Questions Institute.

O pesquisador já publicou artigos em periódicos de impacto, incluindo Physical Review Letters, Physical Review A, Physics Letters A, Entropy, Symmetry e o Journal of Physics. Seus interesses de pesquisa abrangem física quântica, gravidade quântica, relatividade geral, filosofia da ciência e a busca científica por estruturas extraterrestres na Lua e em Marte, mas sobre esse último tema esta é a primeira pesquisa publicada por Derakhshani em um periódico científico com revisão por pares, o Journal of Space Exploration.

As anomalias geométricas da cratera Paracelsus C

Um dos pontos centrais da análise de Derakhshani é a cratera Paracelsus C, localizada no lado oculto da Lua, onde teriam sido identificadas estruturas com características arquitetônicas. Utilizando o software de upscaling (aumento forçado de resolução) Topaz Labs Gigapixel para ampliar as imagens da LRO, o físico e seus colegas da Sociedade para Pesquisa Planetária SETI (SPSR) detectaram objetos que alcançam até 30 metros de altura e mais de 100 metros de comprimento. Entre as formações mais notáveis está uma estrutura em formato de “T” com ângulos retos bem definidos, algo que fugiria completamente aos padrões irregulares esperados da geologia lunar.

Para validar a natureza artificial dessas formas, Derakhshani aplica análises de “fractalidade”, um método matemático que diferencia objetos naturais de construções artificiais com cerca de 80% de precisão. Enquanto formações geológicas naturais tendem a ser altamente autorreferenciais e complexas (fractais), estruturas construídas por inteligência humana ou não humana apresentam baixos graus de fractalidade. O físico explicou durante o programa Reality Check, apresentado por Ross Coulthart, que as formações em Paracelsus C são as menos fractais em uma área de dezenas de quilômetros quadrados.

“A geologia normalmente não produz formações retangulares como essas”, afirmou Derakhshani ao qualificar as anomalias como alvos urgentes para investigação científica.

Ele argumenta que o modelo de pareidolia — a tendência humana de ver formas familiares em padrões aleatórios — frequentemente usado pela NASA para descartar tais achados, não se sustenta diante de dados matemáticos objetivos. Além do formato em “T”, foram identificadas linhas retas e sombras que sugerem estruturas tridimensionais complexas elevando-se do solo lunar.

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A suspeita em torno dessas localizações é reforçada pela exclusividade das formas em relação ao terreno circundante. Derakhshani enfatiza que, em centenas de quilômetros em qualquer direção, não existem outras rochas ou elevações que apresentem tal grau de ordenação geométrica. Esta singularidade estatística, aliada à precisão dos ângulos detectados pela IA, leva o pesquisador a concluir que a hipótese de uma origem tecnológica deve ser levada tão a sério quanto as explicações geológicas tradicionais.

O enigma do calor e o brilho no horizonte

Além das anomalias estruturais, o físico destaca o “ponto quente” na região de Compton-Belkovich, detectado por missões internacionais e publicado na revista Nature. Esta área emite até 20 vezes mais calor do que as regiões vizinhas, um fenômeno que a ciência oficial tenta explicar através da presença de um suposto bloco de granito de 50 quilômetros de largura sob a superfície. No entanto, Derakhshani observa que não há evidências diretas para esse bloco de granito, sendo apenas uma tentativa de encontrar uma explicação prosaica para um fenômeno termodinâmico fora do equilíbrio.

De Cabana Misteriosa a Coelho de Jade, uma rocha na Lua (Crédito: Agência Espacial Chinesa -CNSA)
De Cabana Misteriosa a Coelho de Jade, uma rocha na Lua (Crédito: Agência Espacial Chinesa -CNSA)

A região de Compton-Belkovich também apresenta uma refletividade incomum, sugerindo um revestimento de vidro que seria muito mais jovem do que as formações lunares circundantes. Enquanto as crateras ao redor têm bilhões de anos, a anomalia térmica parece ter apenas algumas centenas de milhões de anos, o que indica uma atividade geológica ou tecnológica relativamente recente. Derakhshani aponta que tal discrepância cronológica e física reforça a ideia de que o local pode abrigar algum tipo de instalação ou processo não natural.

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Outro fenômeno analisado é o chamado “brilho do horizonte lunar”, observado desde as missões Surveyor na década de 1960 e por astronautas da Apollo 17. Tradicionalmente, a NASA atribuiu esse efeito à levitação eletrostática de poeira lunar, mas missões recentes, como a sonda LADEE em 2013, revelaram que não existe poeira suficiente na exosfera lunar para causar tal dispersão de luz. Imagens coloridas da missão privada Blue Ghost, da Firefly Aerospace, mostraram um brilho prismático com tons de verde e rosa, além de colunas de luz com geometria em camadas de domo.

A ausência de uma explicação natural válida para esses brilhos leva Derakhshani a considerar a existência de estruturas de vidro translúcidas que poderiam estar refratando a luz solar após o pôr do sol. Ele relata que, ao questionar os engenheiros da Redwire Space — responsáveis pelas câmeras da missão Blue Ghost — sobre as sombras anômalas no solo que não coincidiam com nenhuma fonte de luz conhecida, recebeu a informação de que a NASA e a Firefly não liberaram os metadados brutos das imagens. Para o físico, o silêncio das agências sobre esses dados alimenta a suspeita de que a realidade física da Lua é mais complexa do que o divulgado.

Embargo militar e filtragem de dados levantam suspeitas

A desconfiança sobre a ocultação de informações por agências governamentais exposta por Derakhshani ganhou força com revelações recentes sobre o controle militar de dados astronômicos civis. Željko Ivezić, diretor do Observatório Vera Rubin, admitiu que o telescópio de 1 bilhão de dólares opera sob um sistema de criptografia e filtragem gerido pela defesa dos Estados Unidos. O objetivo oficial é evitar que o público detecte satélites espiões e ativos secretos do Pentágono, mas na prática, isso cria uma barreira entre a observação científica e a informação pública.

Vista externa das instalações do Observatório Vera C. Rubin (rubinobservatory.org)
Vista externa das instalações do Observatório Vera C. Rubin (rubinobservatory.org)

A legislação norte-americana, especificamente o Space Act de 1958, concede à NASA o status de agência de defesa, permitindo a classificação de qualquer descoberta que impacte a segurança nacional. Derakhshani argumenta que essa estrutura legal explica por que anomalias lunares claras não são comentadas oficialmente. Ele cita o Dr. John Brandenburg, vice-diretor da missão Clementine de 1994, que declarou anos depois: “A missão Clementine foi uma missão de reconhecimento fotográfico basicamente para verificar se alguém estava construindo bases na Lua que não conhecíamos”.

As suspeitas não se restringem a imagens borradas ou filtros governamentais; elas incluem a detecção de materiais avançados e relatos de astronautas que desafiariam o sigilo oficial. Recentemente, cientistas chineses teriam confirmado a presença de nanotubos de carbono de parede simples no solo lunar, um material que na Terra exige processos industriais altamente controlados e não ocorre naturalmente. Embora a equipe chinesa tenha afirmado que eles se formaram naturalmente, Derakhshani ressalta que essa conclusão foi feita sem testes experimentais comprobatórios, deixando aberta a hipótese de uma origem tecnológica.

Mais ainda, relatos históricos de missões tripuladas também trazem elementos intrigantes, como as transmissões da Apollo 8, onde os astronautas descreveram “fogueiras” ou luzes estranhas no lado oculto da Lua. Em transcrições que só se tornaram públicas décadas depois, os astronautas William Anders e Frank Borman trocam observações sobre uma “luz estranha lá embaixo”, que Anders chega a comparar com fogueiras de acampamento. Da mesma forma, o astronauta Alan Bean, da Apollo 12, descreveu repetidamente o céu lunar como tendo um brilho “lustroso”, comparando-o a sapatos de couro envernizado, o que sugere a presença de algum material refletivo acima da superfície.

A experiência relatada por Edgar Mitchell na Apollo 14 é talvez uma das mais reveladoras, embora mantida em sigilo privado durante a maior parte de sua vida. De acordo com fontes próximas citadas pelo jornalista Ross Coulthart, Mitchell admitiu privadamente a existência de “luzes azuis” que pareciam objetos estruturados seguindo a missão. Ao ser questionado sobre o porquê de não falar publicamente sobre isso, Mitchell teria respondido apenas com a palavra “traição”, indicando o peso dos juramentos de segurança nacional impostos aos astronautas. Imagens oficiais da NASA daquela missão, quando processadas, revelam de fato orbes azuis pairando no céu negro lunar.

Esses fragmentos de evidências, que vão de nanotubos industriais a testemunhos de veteranos espaciais, compõem o cenário que Derakhshani acredita ser o prenúncio de uma revelação maior. Ele cita um relatório da Brookings Institution de 1960 que alertava a NASA sobre como o contato com uma tecnologia superior poderia causar instabilidade social e colapso psicológico na humanidade. Para o físico, o atraso sistemático das missões Artemis e a censura fotográfica são reflexos desse temor institucional, mas ele conclui que o público contemporâneo está pronto para a verdade que aguarda no lado oculto da Lua.

Redação Vigília

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