Em postagens e vídeos na rede social X, o deputado federal republicano Eric Burlison, membro da Força-Tarefa de Desclassificação de Segredos Federais dos Estados Unidos, voltou a falar que agências de inteligência do país realizaram uma operação militar secreta de “isca” projetada para atrair Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs). O assunto já havia sido pauta de uma reportagem veiculada pelo Liberation Times, divulgada aqui no Portal Vigília.
Dessa vez, no entanto, a iniciativa do parlamentar ganhou tração nesta semana de agosto de 2026 porque contou com um “quase endosso” do principal cientista e presidente do Conselho Consultivo de Ciência de UAPs (UAPSAC) da Casa Branca, o físico de Harvard Avi Loeb. Com isso, a divulgação acabou se transformando num esforço de pressão adicional sobre o governo para a concessão de imunidade legal a militares e ex-funcionários que detêm dados sobre a recuperação de tecnologias não humanas. O movimento ocorre em meio a intensas discussões em Washington sobre a transparência governamental e a segurança nacional no tratamento desses avistamentos.
Our own agencies went back through every past sighting, asked what draws these things in, then recreated those conditions on purpose at a site with prior activity.
ODNI, CIA, FBI and military intelligence were all on site.
Something showed up.
— Eric Burlison (@EricBurlison) August 19, 2026
A controversa operação de simulação teria ocorrido no final de 2025 em uma zona de testes militares sensível no sudoeste dos Estados Unidos, reunindo de forma inédita representantes de alto escalão do Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI), da CIA, do FBI e da inteligência militar. Sob as diretrizes de desclassificação de arquivos, os registros desse encontro incomum, entre múltiplos orbes luminosos e oficiais federais que estavam a bordo de um helicóptero, começaram a emergir por meio de relatórios governamentais em maio deste ano. A divulgação desses documentos e os vídeos compartilhados por ativistas e legisladores desencadearam uma campanha coordenada para que a verdade sobre o fenômeno seja revelada não apenas às comissões parlamentares, mas diretamente ao público norte-americano.
O deputado Burlison, que tem liderado as cobranças por transparência, argumenta que o Congresso continua recebendo relatos extremamente credíveis sobre a recuperação de espaçonaves de origem não humana e programas secretos de engenharia reversa que operam há décadas sem qualquer tipo de supervisão ou autorização parlamentar. No entanto, de acordo com o congressista, as testemunhas e denunciantes que sustentam tais alegações estão enfrentando sérias represálias do aparato de segurança nacional.
“Nós dependemos de denunciantes para fornecer esta informação crítica, mas estes denunciantes estão sendo aterrorizados”, declarou Burlison.
O parlamentar exigiu que o presidente utilize sua autoridade constitucional para garantir que eles possam falar livremente. Burlison fez ainda um apelo público direto para que a Presidência restaure pensões, credenciais de segurança e benefícios retirados dessas testemunhas, além de emitir perdões e imunidade ampla a todos que se apresentarem.
Thank you for your visionary leadership, @EricBurlison. the @UAPSAC under my leadership, is currently following up on this case with the goal of studying UAP in the field through the deployment of new, unclassified sensors and advanced scientific tools. https://t.co/kPHflazmrY
— Professor Avi Loeb (@ProfAviLoeb) August 19, 2026
O clamor de Burlison foi rapidamente endossado por outras figuras influentes do movimento de divulgação ufológica nos Estados Unidos, como o ativista e denunciante Matthew Brown. Em pronunciamento direcionado ao presidente, Brown qualificou o parlamentar republicano como um “defensor dos princípios constitucionais da nação” e instou o governo federal a preparar a população para a confirmação definitiva de vida extraterrestre.
“O tempo está próximo. Proteja os denunciantes. Deixe-os falar. Prepare o povo americano. Revele a verdade: não estamos sozinhos”, afirmou Brown.
Ele destacou que a sociedade está pronta para absorver as implicações físicas e existenciais dessas descobertas. Essa articulação coordenada indica um avanço substancial na pressão política sobre o Salão Oval para romper com décadas de sigilo oficial.
Os bastidores da operação de atração
De acordo com documentos oficiais desclassificados em maio de 2026 sob a iniciativa de transparência Pursue, o cenário que culminou nas revelações de Burlison envolve uma complexa incursão aérea investigada por um agente sênior de inteligência norte-americano. O primeiro arquivo, composto por um relatório de entrevista do FBI (Formulário 302), e o segundo, um relato pessoal registrado no documento ODNI-UAP-D001, descrevem uma missão noturna a bordo de um helicóptero militar de investigação. A aeronave, que havia decolado inicialmente a partir de um Centro de Operações Conjuntas para investigar ruídos estranhos e focos de luz brilhante em uma área de montanhas, acabou se deparando com uma série de fenômenos que desafiam a aviação convencional.

O depoimento do oficial de inteligência descreve uma sucessão de encontros próximos com UAPs que se estendeu por mais de uma hora sobre a cordilheira de testes. Operando com câmeras de infravermelho de longo alcance (FLIR) e sensores ópticos de alta precisão, a tripulação acompanhou as manobras de um orbe superaquecido que pairava próximo ao solo antes de se dividir em duas estruturas distintas e acelerar a velocidades extremas. Os pilotos, utilizando óculos de visão noturna, confirmaram visualmente a presença dos objetos, registrando que um dos orbes chegou a se aproximar a menos de dez pés do helicóptero. Durante o incidente, a tripulação ainda observou pequenas esferas emergindo do interior das luzes principais antes de se dispersarem rapidamente no céu.
A interação com forças militares convencionais tornou-se um dos aspectos mais alarmantes descritos no relatório federal desclassificado. Conforme o relato do oficial, o Centro de Operações Conjuntas informou os pilotos sobre a presença de cinco caças táticos realizando treinamentos de rotina na mesma região montanhosa. Naquele instante, múltiplos orbes de tonalidade alaranjada surgiram no horizonte e pareceram perseguir ativamente os jatos de alta performance, acompanhando suas velocidades e trajetórias de descida para o pouso. O comportamento de interceptação tática e acompanhamento geométrico foi registrado tanto por observadores terrestres quanto por sensores termais integrados de defesa, atestando a fisicalidade do fenômeno.
A manifestação atingiu seu ponto alto quando dois grandes orbes de formato oval e centro amarelado posicionaram-se diretamente acima do rotor principal do helicóptero, emitindo uma forte luminosidade. Segundos depois, novas esferas de luz alinharam-se sob o par original, desenhando uma estrutura geométrica perfeita no céu. “Um terceiro orbe brilhou abaixo do par, seguido por um quarto abaixo desse, formando um total de quatro ou cinco em uma formação em T sob os dois originais”, relatou a autoridade em seu depoimento desclassificado. Embora o Departamento de Guerra dos Estados Unidos tenha catalogado 24 fotografias ligadas a esse exercício de simulação, as gravações em vídeo originais feitas pela tripulação do helicóptero continuam retidas e sob estrito sigilo militar.

O legado controverso da Skywatcher
Apesar do forte teor documental dos arquivos governamentais recentes, o debate em torno de “iscas tecnológicas” para atrair óvnis não é inédito e remete a projetos privados que terminaram de forma controversa. Em abril de 2025, o grupo de pesquisa civil Skywatcher veio a público por meio do vídeo “Skywatcher Part II: ‘Mapping The Unknown’” para apresentar seu próprio framework de pesquisa científica de seis níveis. A equipe, capitaneada pelo engenheiro e denunciante Jacob “Jake” Barber — conhecido pelo relato do resgate de um UAP em formato de ovo — e pelos cientistas Garry Nolan e James Fowler, alegava ter desenvolvido métodos inovadores para atrair sistematicamente os objetos em experimentos controlados.

No centro da metodologia da Skywatcher estavam duas técnicas altamente contestadas: um emissor de sinal eletromecânico apelidado de “apito de cachorro” (dog whistle) e o uso de “psiônicos”, indivíduos alegadamente dotados de habilidades mentais capazes de interagir com os fenômenos. O diretor de tecnologia James Fowler chegou a afirmar que o dispositivo desenvolvido pela equipe registrava um “sucesso repetível”, permitindo a visualização de três a cinco classes diferentes de UAPs por dia, os quais eram classificados de forma informal como “Tic Tac”, “jellyfish” (água-viva) e “Manta Ray” (arraia). A equipe afirmava ainda que seus neuromeditadores eram capazes de exercer graus de comando e controle sobre os movimentos dessas luzes.
A divulgação da iniciativa, contudo, foi recebida com profunda desconfiança e ironia pela comunidade acadêmica e por ufólogos independentes na internet. No fórum Reddit, diversos usuários criticaram a baixa qualidade visual dos registros apresentados, destacando que enquanto aeronaves comerciais eram filmadas com total nitidez, os supostos UAPs da Skywatcher não passavam de borrões indefinidos, em alguns casos assemelhando-se nitidamente a balões de festas metalizados flutuando ao vento.
A ausência de rigores básicos de controle, como uma análise aprofundada da deriva do vento em diferentes altitudes para descartar explicações prosaicas de balões, corroeu a credibilidade científica prometida pelo grupo. Pouco tempo após a publicação de suas hipóteses, a Skywatcher sumiu de cena e encerrou suas aparições públicas sem apresentar nenhum dado bruto substancial ou submeter seus artigos para revisão por pares independente, deixando apenas promessas vazias.
Dissidências e a busca por validação científica
O ressurgimento público da discussão sobre operações de isca militar expôs rachaduras profundas entre oficiais de inteligência e o establishment de Washington. Um dos sinais mais evidentes dessa tensão de bastidores é o recuo de James Clapper, ex-diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos. Após participar de produções cinematográficas como o documentário “Age of Disclosure”, Clapper decidiu afastar-se totalmente de qualquer articulação pública em defesa da transparência militar. De acordo com informações obtidas pelo Liberation Times, o ex-diretor demonstrou desconforto extremo com a atenção midiática recente e com as especulações de bastidores que o vinculam diretamente a antigos programas de interceptação física e abate de UAPs.
Em contrapartida, um novo comitê civil apoiado pelo governo norte-americano busca estruturar uma metodologia transparente para investigar as alegações das forças armadas. O físico Avi Loeb, atuando na liderança do UAP Science Advisory Council (UAPSAC), confirmou que o órgão está conduzindo investigações paralelas sobre os relatórios de isca governamentais. A intenção do conselho é implantar instrumentos científicos avançados e sensores civis desclassificados diretamente em áreas de alta incidência para tentar validar, de forma independente e acadêmica, se os UAPs realmente se manifestam em resposta a estímulos físicos específicos.

Para o conselho de assessores científicos da Casa Branca, a desclassificação total e a concessão de imunidade legal seriam as ferramentas mais eficientes para obter dados históricos concretos. Loeb manifestou apoio explícito aos apelos direcionados ao Executivo para proteger testemunhas de alto escalão como David Grusch e o cientista Eric Davis, oferecendo-se para verificar de forma imediata e científica qualquer evidência física de materiais não humanos caso sua análise seja autorizada. Por meio do projeto Pursue, o comitê busca obter acesso irrestrito aos arquivos sigilosos das agências para catalogar dados legados acumulados ao longo das últimas décadas.
Contudo, a postura de focar em novos sensores civis e depoimentos de imunidade tem atraído críticas sobre o verdadeiro papel desses conselhos de assessoria. Muitos analistas independentes começam a reclamar que depoimentos verbais são apenas alegações sobre evidências, e não as evidências em si, argumentando que o foco deveria ser o acesso direto aos arquivos ópticos de alta resolução já existentes nas gavetas do Pentágono. Para muitos observadores, o processo parece estar sendo cuidadosamente administrado pelo governo para postergar a entrega de quaisquer dados reais ao público.
Mudança de foco imediata nos debates
A revelação de que agências oficiais de defesa dos Estados Unidos coordenaram uma suposta ação deliberada para documentar e atrair UAPs gerou um debate acalorado nos fóruns digitais, com destaque para a rede social Reddit. No subreddit r/UFOs, que concentra milhares de entusiastas e pesquisadores civis, as reações dividem-se entre a empolgação com a escala inédita da divulgação e o ceticismo com a falta de provas palpáveis. Internautas apontam que, apesar das afirmações extraordinárias de Burlison e outros políticos sobre orbes metálicos de aceleração instantânea, os vídeos originais da incursão militar permanecem trancados sob a alegação de segurança de Estado.
O fato mais marcante, no entanto, é que a escalada de alegações fantásticas acaba fazendo a discussão migrar de “será mesmo?” para “como?”, imediatamente, alimentando teorias diversas. Entre as de maior repercussão na internet, destacam-se as tentativas de decifrar o mecanismo físico empregado pelos militares na suposta operação de isca. Algumas correntes especulam sobre a possibilidade de os orbes serem sistemas automatizados ou drones de monitoramento projetados por inteligências não humanas para responder a estímulos físicos específicos, como assinaturas eletromagnéticas ou materiais nucleares. Outros usuários retomaram o controverso vocabulário psíquico introduzido pela Skywatcher, teorizando que as agências de inteligência estariam experimentando “conexões de consciência” e métodos psiônicos, o que atraiu duras críticas de céticos que consideram tais hipóteses um desvio místico sem base racional.
As alas mais técnicas da comunidade virtual sugerem explicações prosaicas e advertem sobre o uso estratégico de termos de segurança pelo governo. Diversos analistas levantam a hipótese de que o evento no sudoeste americano possa ter sido um teste secreto de contrainteligência e tecnologias de “spoofing” eletrônico e holografia. Sob essa tese, as agências governamentais estariam testando a capacidade de projetar assinaturas falsas nos radares e sensores térmicos de suas próprias tripulações para avaliar a prontidão militar e enganar sistemas de vigilância estrangeiros. Há também críticas severas ao uso abusivo do termo “UAP” para qualificar drones convencionais de cartéis ou dispositivos de vigilância chineses, o que contribuiria para a confusão da opinião pública.


