Grupo no
WhatsApp

Polêmica na comunidade UAP: Elizondo é acusado de gerir “divulgação limitada”

Programa de Ross Coulthart dá voz a youtuber/pesquisador de UAP que acusa Elizondo de conduzir divulgação limitada e ter proposta de cargo no governo dos EUA

Luis Elizondo (Foto: Reprodução)

Luis Elizondo (Foto: Reprodução)

A comunidade que acompanha o tema UAP (fenômeno aéreo não identificado) vive mais um momento de divisões internas. Nos últimos dias, acusações feitas por um pesquisador de se identifica apenas como Sam, conhecido como UAP Gerb nas redes sociais e Youtube, contra o ex-funcionário do Pentágono Luis Elizondo ganharam repercussão, especialmente após entrevista ao jornalista Ross Coulthart, da NewsNation.

Publicidade

Na entrevista ao programa Reality Check, transmitida no final de julho de 2026, UAP Gerb afirmou que Elizondo estaria sendo posicionado para um cargo no Conselho de Segurança Nacional (NSC, na sigla em inglês) com o objetivo de conduzir uma divulgação limitada e controlada do tema.

“Esse indivíduo é Luis Elizondo. E ele está atualmente sendo incumbido, provavelmente já tem a posição para um cargo em nível de Conselho de Segurança Nacional, exatamente o que ele vinha buscando como o ‘czar dos UAPs’. Isso é prejudicial ao processo de divulgação; isso é extremamente preocupante”, disse Gerb em entrevista.

Gerb compara a situação atual com o que teria ocorrido durante o programa AATIP — do qual a chefia é atribuída a Elizondo — por volta de 2017, associando-o a uma estratégia de divulgação parcial liderada por figuras como o ex-diretor de Inteligência Nacional James Clapper. Ele argumenta que o foco estaria em admitir a existência de inteligência não humana, sem abordar programas de recuperação e reversão de tecnologia.

Publicidade

A acusação gerou reações imediatas e expôs as fissuras de sempre na comunidade, com defensores de uma abordagem mais cautelosa de um lado e críticos que exigem maior transparência sobre supostos programas “legados” (herdados) de outro.

A resposta de Elizondo

Elizondo rebateu as alegações em vídeo publicado em seu canal no YouTube em 29 de julho de 2026. Ele confirmou que está se mudando para Washington D.C., mas negou qualquer participação em narrativa controlada.

“Mil por cento incorreto. Na verdade, nunca tivemos tal conversa, e Jim Clapper e eu nunca nos encontramos para ter essa conversa”, afirmou Elizondo sobre as supostas articulações com Clapper.

Ele criticou a divulgação de informações que considera falsas ou sensacionalistas:

Publicidade

“Neste processo de divulgação, há pessoas por aí que estão tentando sequestrar e descarrilar essa conversa alimentando vocês com informações falsas”.

Elizondo ainda alertou para o risco de o tema perder credibilidade por causa de “dramas fabricados”.

Matthew Brown e o contexto mais amplo

Paralelamente, ganhou atenção recente uma entrevista do denunciante Matthew Brown ao Judicial Watch. Brown, que se apresenta como analista de segurança nacional, falou sobre o programa especial de acesso denominado Immaculate Constellation, que ele afirma ter identificado em sistemas classificados de inteligência.

Publicidade

Em declarações recentes, Brown destacou que os maiores choques da possível divulgação não viriam necessariamente da existência de inteligência não humana, mas “do que fizemos para manter o sigilo”. Ele mencionou ainda o conceito de “shadow biome” (bioma sombra), sugerindo que o fenômeno operaria em periferias da percepção e da realidade conhecida.

 

UFO whistleblower Matthew Brown on the UFO coverup: “I think the biggest shocks will come, if disclosure comes, from realizing what we have done to maintain the secrecy.”
by
u/KOOKOOOOM in
UFOs


Essas discussões reforçam o padrão observado nos últimos anos: denúncias, entrevistas com promessas de revelações significativas e, até o momento, total ausência de evidências físicas ou documentos desclassificados que permitam conclusões definitivas para o público.

Um tema marcado por ciclos de expectativa

No Reality Check, o jornalista Ross Coulthart tem se consolidado como um dos nomes mais ativos na cobertura do segmento UAP/Ufologia, e tem dado espaço a diferentes vozes, mas o debate atual ilustra os desafios do tema e, em geral, sua própria atuação tem reforçado o padrão: informações fragmentadas, restrições de sigilo e desconfiança mútua entre atores envolvidos, somado a uma estratégia em que a promessa não cumprida da última divulgação acaba esquecida ou suplantada pela nova “revelação bombástica”, também sem evidencias conclusivas.

É um fato curioso o tratamento elogioso que Coulthart confere a “Sam” (UAP Gerb), a quem mesmo sem apresentar nome completo chama de “um dos pesquisadores mais detalhistas e criteriosos do campo UAP. Adoro os programas dele. Ele mergulha em detalhes exaustivos em alguns dos casos mais interessantes que já acompanhei”. Ross justifica seu endosso mencionando que Gerb teria fontes dentro do “programa legado” e que ambos conversam com pessoas do mesmo círculo.

Até o momento, no entanto, não há confirmação oficial sobre o suposto cargo de Elizondo no NSC nem novas provas concretas sobre os programas citados. O que prevalece agora é o clima de polarização dentro da própria comunidade UAP — entre quem vê progresso incremental e quem desconfia de uma estratégia de contenção. Qualquer avanço real continua na dependência de evidências verificáveis, para além dos abundantes depoimentos e especulações.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Redação Vigília

Leia Também

×