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Fórum revela lista de imunidade e pressiona por transparência sobre UAPs

Disclosure Forum, da Disclosure Foundation, abordou uma gama ampla de temas do universo da Ufologia: de uma lista de imunidade para denunciantes até abordagens científicas para comprovar os UAPs

Dep. Anna Luna enfatizou que, embora não tenha visto pessoalmente naves ou materiais biológicos, recebeu informações de denunciantes altamente credíveis (Youtube - Disclosure Foundation)

Dep. Anna Luna enfatizou que, embora não tenha visto pessoalmente naves ou materiais biológicos, recebeu informações de denunciantes altamente credíveis (Youtube - Disclosure Foundation)

A realização do Disclosure Forum, organizado pela Disclosure Foundation na última quinta-feira, 25 de junho de 2026, revelou um acirramento na pressão política pela transparência (disclosure) de informações governamentais sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs).

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O evento reuniu um painel diversificado de congressistas, ex-oficiais de inteligência e cientistas de renome para discutir não apenas a realidade física do fenômeno, mas as profundas implicações políticas, econômicas e sociais de uma eventual revelação formal de inteligência não humana.

O tom predominante foi de urgência, refletindo a crescente frustração legislativa com o que muitos classificam como uma “compartimentalização excessiva” e falta de cooperação por parte do Pentágono.

Durante as sessões, ficou evidente que o estigma que historicamente cercou o tema está em rápido declínio dentro dos corredores do poder em Washington. A presença de figuras como o astrofísico de Harvard, Avi Loeb, e o ex-secretário assistente adjunto de defesa para inteligência, Christopher Mellon, buscou conferir ao fórum uma gravidade técnica superior às especulações habituais das redes sociais. A discussão central girou em torno da necessidade de transformar relatos anedóticos em dados científicos rigorosos e acessíveis ao público.

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O evento também serviu como palco para o reconhecimento de figuras consideradas centrais no movimento de transparência. Entre eles o ex-insider do Pentágono, Luis Elizondo, que foi homenageado com o “Disclosure Award” por seu papel na exposição do programa AATIP, um esforço que, segundo ele, representa apenas o início de um processo histórico de revelação. Elizondo enfatizou que o tema finalmente saiu da “periferia do ridículo” para o centro do debate de segurança nacional.

Além das homenagens, o fórum explorou tópicos complexos, como a segurança dos oceanos e o impacto psicológico da divulgação nas massas. Especialistas argumentaram que a sociedade moderna possui a resiliência necessária para absorver a realidade de uma presença não humana, desafiando a premissa de que o segredo é mantido para evitar o colapso social. A análise sugeriu que a confiança nas instituições seria, ironicamente, fortalecida por uma postura de honestidade governamental.

No aspecto concreto, no entanto, o encontro seguiu o padrão que vem sofrendo cada vez mais críticas ao longo dos últimos meses: uma abordagem especulativa acerca da uma realidade presumida, ou seja, a suposta existência de atividades “não-humanas” na Terra monitoradas (ou até manipuladas) por programas secretos de acobertamento governamental.

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A lista de imunidade da Casa Branca

Apesar da ausência de lastro na forma de provas ou evidências contundentes, o fórum mostrou que o movimento pela liberação de informações está buscando estratégias mais ousadas em busca de destravar o que quer que seja o processo que supõe-se manter até mesmo o Congresso dos EUA à margem de revelações importantes.

A declaração mais contundente e de maior impacto político do dia partiu da deputada republicana pela Flórida, Anna Paulina Luna, que revelou estar em coordenação direta com o Poder Executivo para garantir a segurança jurídica de informantes de alto escalão. Luna afirmou categoricamente que o maior obstáculo para a localização de materiais biológicos e naves é o medo de retaliação sob a Lei de Espionagem. Por isso sua estratégia envolve a criação de um canal direto que contorne as burocracias de agências que estariam supostamente ocultando provas.

Luna qualificou a gravidade da situação ao descrever o perfil dos denunciantes que estão aguardando garantias para depor. Segundo a deputada, essas pessoas possuem informações específicas sobre a custódia de tecnologias de origens desconhecidas, mas temem pela perda de suas credenciais de segurança ou algo pior. A parlamentar ressaltou que a transparência não pode avançar enquanto indivíduos chave forem ameaçados por revelarem segredos que pertencem, por direito, ao povo norte-americano.

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“Estamos falando diretamente com a Casa Branca… e estamos fornecendo a eles uma lista de pessoas que receberão imunidade, no sentido de que não terão que enfrentar retribuições no futuro por violação de sua autorização de segurança ou, em alguns casos, talvez a Lei de Espionagem, seja o que for”, disse Luna.

A menção ao suporte de figuras influentes no governo sublinha que o tema dos UAPs escalou para as prioridades de governança nacional.

O objetivo dessa lista é permitir que os informantes divulguem detalhes técnicos e coordenadas geográficas de locais onde estariam armazenados artefatos não humanos. Luna admitiu que, embora não tenha visto os materiais pessoalmente, a credibilidade dos denunciantes é alta o suficiente para justificar o esforço por imunidade total.

O anúncio gerou ondas de debate sobre até onde deve ir essa proteção legal e se ela poderia ser usada para encobrir crimes cometidos durante a manutenção do segredo.

Luna também enfatizou que, embora não tenha visto pessoalmente naves ou materiais biológicos, recebeu informações de denunciantes altamente credíveis que alegam saber onde esses itens estão guardados, mas que temem perder suas credenciais de segurança.

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Reestruturação legislativa e o domínio eminente

Complementando o esforço por imunidade, o deputado republicano pelo Missouri, Eric Burlison, anunciou a reintrodução de uma legislação bipartidária agressiva, agora sob o nome de “Unidentified Anomalous Phenomena Records Collection”. O projeto de lei visa estabelecer um processo de desclassificação sistemático, inspirado na legislação que tratou dos registros do assassinato de JFK. Burlison enfatizou que a segurança dos informantes deve vir acompanhada de uma estrutura que obrigue as agências a entregarem seus arquivos ao Arquivo Nacional.

Uma das cláusulas mais polêmicas e discutidas do projeto é a de Domínio Eminente, que daria ao governo federal o poder legal de confiscar tecnologias de origem desconhecida atualmente sob o controle de entidades privadas ou contratantes de defesa. Analistas do setor acreditam que essa medida visa diretamente corporações que estariam lucrando com uma suposta engenharia reversa de UAPs sem supervisão parlamentar. Burlison defendeu que, se esses materiais foram obtidos através de recursos públicos, eles não devem ser propriedade exclusiva de empresas privadas.

O projeto também define formalmente o termo “Inteligência Não Humana” (NHI) como qualquer forma de vida inteligente e senciente, independentemente de sua natureza ou origem, que possa ser responsável por fenômenos anômalos. Esta definição, mencionada dezenas de vezes no texto legal, é vista como uma tentativa de fechar brechas linguísticas que agências de inteligência usam para negar conhecimento sobre “extraterrestres” enquanto ocultam dados sob outras nomenclaturas.

Burlison expressou sua determinação em garantir que o processo de divulgação seja seguro e ordenado, evitando o caos de vazamentos descontrolados. Ele reiterou a necessidade de uma agência temporária de registros e um Conselho de Revisão composto por especialistas independentes para mediar o que deve ser liberado ao público e o que deve ser mantido em sigilo por razões legítimas de defesa. O parlamentar deixou claro que o foco está em rastrear onde o dinheiro dos impostos foi gasto em programas “negros” sem o conhecimento do Congresso.

Ciência, segurança nacional e ceticismo

O fórum também abriu espaço para uma abordagem mais científica, com o astrofísico de Harvard, Avi Loeb, que defendeu uma transição do debate anedótico para a investigação empírica. Loeb alertou contra a distração causada por rumores em mídias sociais, insistindo que a prova definitiva virá de sensores de alta resolução e análise de materiais. Para ele, a ciência deve liderar o caminho, operando de forma independente das restrições governamentais para fornecer respostas claras à humanidade.

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Loeb foi incisivo ao declarar sua visão sobre o foco necessário para o progresso do tema: “Devemos manter nossos olhos nas orbes, não na plateia”. Essa frase resume sua crítica à natureza performática de parte da comunidade de entusiastas, instando os pesquisadores a buscarem evidências que possam ser testadas em laboratório, como imagens de satélite detalhadas e amostras físicas de detritos. Ele sugeriu que, mesmo que alguns UAPs se revelem tecnologia humana secreta, o esforço científico ainda terá sido válido por eliminar dúvidas.

Ecoando a necessidade de verdade, o ex-Secretário Assistente Adjunto de Defesa para Inteligência Christopher Mellon reforçou que o sigilo prolongado está prejudicando a segurança nacional e o avanço tecnológico. Mellon argumentou que, se existem tecnologias de propulsão avançada baseadas em física desconhecida, o público tem o direito de se beneficiar dessas descobertas para resolver problemas globais.

“O povo americano tem o direito de saber a verdade sobre um assunto tão importante”, defendeu Mellon.

Por outro lado, o fórum não evitou as controvérsias éticas levantadas por criadores de conteúdo e pesquisadores independentes, que alertaram sobre os perigos de uma “imunidade total”. Críticos apontaram que um perdão jurídico indiscriminado poderia servir como um “furo legal” para indivíduos envolvidos em crimes graves, como tráfico humano ou experimentação médica não autorizada, cometidos sob o manto do segredo de UAPs.

Esse debate sublinha a tensão entre o desejo de saber a verdade na Ufologia e a necessidade de responsabilização por abusos de poder.

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Redação Vigília

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